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2019-01-31 19:48:00

Especialista fala sobre a importância da Ergonomia no E-Social

Especialista fala sobre a importância da Ergonomia no E-Social

     Fruto de uma ação conjunta da Secretaria da Receita Federal do Brasil, Caixa Econômica Federal, Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e Ministério do Trabalho, o E-Social é o Sistema de Escrituração Fiscal Digital das Obrigações Previdenciárias e Trabalhistas, instituído pelo Decreto nº 8373/2014.
    Por meio dele, os empregadores passam a comunicar ao Governo, de forma unificada, as informações relativas aos trabalhadores, como vínculos, contribuições previdenciárias, folha de pagamento, comunicações de acidente de trabalho, aviso prévio, escriturações fiscais, FGTS e outras.
     Outro dado importante nessa comunicação por parte das empresas no E-Social, é a existência de um laudo ergonômico, tendo em vista que a ergonomia é o elo entre o trabalhador e o ambiente em que trabalha, pois se trata de um conjunto de ciências e tecnologias que procura a adaptação confortável e produtiva entre o ser humano e seu trabalho. Por meio dela são identificados, por exemplo, os riscos que um funcionário pode ter, traçando assim medidas para mudar a situação, proporcionando melhores condições, além de tornar o ambiente mais saudável.
     O ergonomista é um profissional certificado, responsável por analisar e fazer esse acompanhamento da saúde e segurança do trabalhador. O Informe Goiás conversou com a especialista em Ergonomia e Saúde no Trabalho, Érica de Castro Moraes, que também é ergonomista com selo da IEA (Associação Internacional de Ergonomia) e associada à ABERGO (Associação Brasileira de Ergonomia).

Mapeamento

    Sobre o laudo ergonômico, um dos documentos com informações exigidas pelo governo, ela explica que se trata de um mapeamento realizado na empresa, além de ser composto por ferramentas como a ginástica laboral. “O laudo ergonômico é um mapeamento da empresa, de todas as condições de trabalho da empresa. A ginástica laboral é um benefício direto, ela está dentro como uma ferramenta por ser um benefício direto para o colaborador. Então, por ser uma exigência dentro do e-Social, esse documento, estamos aptos a entregar”, pontua.
     Além de benefícios para o colaborador, a ergonomista conta que há diversos benefícios para o empresário. “O empresário vai perceber que o índice de afastamento por atestado diminui consideravelmente. Imediatamente ele vai perceber que o índice de atestado, afastamento e abstinência no trabalho vai diminuir. Os colaboradores vão trabalhar mais dispostos e isso aumenta a produtividade. Com certeza dá um aumento na produtividade, e o bem-estar vai trazer uma satisfação no trabalho para esse trabalhador, tudo isso empresário vai sentir”, afirmou.

Resistência e obrigatoriedade
 
     Segundo a profissional, há uma certa resistência da classe empresarial em procurar os serviços, mas salienta que uma possível explicação para isso seria a falta de conhecimento sobre o processo. “Existe sim. Mas acredito que é mais por desconhecer, porque têm muitos empresários que acreditam que vai atrapalhar o processo de trabalho, por tirar alguns minutos para fazer exercícios dentro da empresa. E pelo contrário, isso vai trazer uma melhor produtividade”, ressaltou.
     De acordo com a ergonomista, as empresas que não se adequarem ao sistema estão sujeitas a penalidades e multas. “A questão da ergonomia, esse mapeamento pra ver as condições de trabalho da empresa, não vai ter como mais fugir, porque é lei. E o laudo ergonômico é um documento exigido pelo e-Social, então ele não vai conseguir fechar no sistema as informações, se não tiver laudo ergonômico. À medida que empresário conheça o processo, saiba exatamente como funciona, ele já vai sentir”, analisa.

Custo x benefício

     Quanto aos investimentos necessários para que o empregador esteja em dia junto ao sistema, contando com o mapeamento, ferramentas que auxiliam em melhores condições de trabalho, ela considera ser de baixo custo.  “O investimento é baixíssimo, em vista de uma multa que ele possa pagar. Então, é um investimento que eu considero assim baixo. Até mesmo por desconhecer, muita gente acha que é caro, que é um investimento alto. Mas se ele comparar aos demais gastos que ele vai ter, com afastamento de funcionário, com atestados, multas que ele vai pagar por não estar cumprindo a legislação, é um investimento muito baixo”, analisa.
     Ainda segundo a especialista, que trabalha em uma empresa que atua na área de promoção à saúde com serviços de elaboração de laudo ergonômico, ginástica laboral, eventos e treinamentos diversos para todos os tipos de organizações, atendendo Rio Verde, região e até fora do país, apesar dessa falta de conhecimento, a procura pelos serviços tende a crescer, se observada a importância e obrigatoriedade. “Acho que é uma tendência, porque a partir do momento que o governo cobra isso, se ele cobra é porque ele considera de grande importância. Hoje ainda é, às vezes, um fator desconhecido para alguns empresários, mas num futuro bem breve, todo mundo vai ter conhecimento de como funciona realmente a ergonomia e ginás
tica laboral na empresa”, finaliza.


Érica de Castro Moraes
   Ergonomista; Educadora
   Física; Pós-graduada em
                                                       Ginástica Corretiva;
Pós-graduada em 
Fisiologia e Biomecânica;
 Pós-graduada em MBA
Ergonomia e Saúde
 no Trabalho.