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2022-09-25 20:15:00

Mudanças climáticas

Estamos atravessando um cenário critico frente as mudanças climáticas que se agravam a cada momento e, não há fronteiras geopolíticas diante do problema ecológico, aonde as respostas contra a agressão ao meio ambiente afetam ao mesmo tempo todos os países no mundo inteiro, de preferência, afetando com maior gravidade os países mais pobres. 

Estamos atravessando um cenário critico frente as mudanças climáticas que se agravam a cada momento e, não há fronteiras geopolíticas diante do problema ecológico, aonde as respostas contra a agressão ao meio ambiente afetam ao mesmo tempo todos os países no mundo inteiro, de preferência, afetando com maior gravidade os países mais pobres. Mesmo depois de grandes conferências mundiais que se sucederam na decantação de ideias e alguns grandes compromissos assumidos pelos Países; “a quinta e atual” fase da ecologia, com a inclusão do ser humano na biosfera e a consideração de problemas sociais, econômicos e políticos junto dos ambientais. 

O elo com as Ciências Sociais e Humanas permitiu, mais recentemente, debater que a ambientalização se dá no seio dos paradoxos contemporâneos, ou seja, os fenômenos da sustentabilidade acontecem de forma intricada com a crescente degradação, decorrente do alto grau de consumo exponencial cujo crescimento se agravou nas duas últimas décadas. O ideal da sustentabilidade e a evidência das alterações climáticas, pelo grau de interferência humana em esfera global, são os eixos centrais dos debates nos últimos anos. Nessa vitrine em verde reluzente passam longe os conflitos por terras, a pesca predatória, a exploração mineral, a biopirataria e os temas da chamada “agenda marrom”, como por exemplo, o saneamento básico. 

Em cenário de complexidade cultural, a preocupação com o impacto ambiental de estilo de consumo e de vidas desiguais sublinha a relação entre consumo e ambiente como central nas políticas ambientais. Nem mesmo alertas científicos globais contundentes, como relatórios levados ao público pelo Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas, órgão das Nações Unidas, têm tido a força que deveria no redesenho de políticas dos Países desenvolvidos e em desenvolvimento. 

Nos últimos dias, diante do pretexto da pós pandemia e da guerra no leste europeu “Rússia e Ucrânia, os países europeus tende esquivarem-se dos tratados recentes sobre emissão de gases de efeito estufa, retornando inclusive às velhas práticas energéticas; os Estados Unidos, por meio do seu ex-presidente Trump, já havia se retirado do acordo de Paris, e o Brasil por intervenção do seu atual presidente, não apenas descumpre todos os acordos anteriormente contraídos, como incentiva o desmatamento ilegal, a invasão de terras indígenas, a mineração em parques ecológicos e procura por todos os meios e toda a sua força promover o negacionismo científico e cultural.  

Diante da falta de fiscalização e de políticas de preservação dos biomas brasileiros, os desmatamentos na mata atlântica, no cerrado e na mata amazônica, só agravam a cada ano, chegando a patamares assustadores e em percentuais altamente indesejáveis, segundo informações da imprensa nacional, nos anos 2020 e 2021, o desmatamento das matas da Amazônia atingiram níveis superiores a dez vezes os últimos dez anos, ou seja foram desmatados o equivalente a nove estados do Rio de janeiro (43.696 x 9 = 393.264 Km²). A mata atlântica, sofreu 66% de aumento de desmatamento em relação a 2019, perdendo 21.642 hectares de suas matas em pé; o cerrado brasileiro já perdeu 17% de suas matas no governo atual, sendo que somente em 2021, foram 8.531 km² de cerrado desmatado; no pantanal, somente no Estado do Mato Grosso do Sul, o desmatamento do Pantanal já ultrapassa aos 874.500 hectares de terras desmatadas, nos pampas Gaúchos, foram derrubados 44% da sua vegetação restante no ano de 2021; lembrando que a Caatinga Nordestina sofreu danos na sua vegetação, com perda de 41% o equivalente a 671 mil hectares, provocando ainda mais a desertificação daquele bioma.

 Este pensamento poderá ficar ainda mais pesado, se levarmos em consideração as centenas de pessoas que perdem suas vidas ao se disporem à defesa da natureza e do meio ambiente, são jornalistas ambientais, ativistas, indígenas e pequenos agricultores vítimas do latifúndio ganancioso.

MAPA DA FOME: Em 2014, havia cerca de 14 milhões de pessoas em extrema pobreza, aquelas pessoas que iniciavam o dia sem saber se poderia almoçar ou jantar, 2017, subiu para 17 milhões, 2020, para 26 milhões e hoje já ultrapassa aos 33 milhões de brasileiros em situação de pobreza extrema e em situação de fome, sem moradia e sem esperanças do seu futuro.