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2018-12-07 08:00:00

FIM DE ANO

Francisco de Paula Mesquita 
Tecnólogo em Gestão de
Pequenas Empresas-Centro 
Franciscorv10@gmail.com
Bacharel em Teologia e pós-graduado em ciência da religião – ABECAR/SP;
Habilitado para o magistério matricula nº1767/86 DRT/GO;
Técnico em agropecuária – IFGOIANO, Rio Verde GO;
Tecnólogo em Gestão de Pequenas Empresas – Centro Paula Sousa SP

É dezembro e o fim do ano de dois mil de dezoito se aproxima; com o fim de um ano, nasce um novo ano. E, como de costume, o que é uma tradição mundial, renasce as esperanças para novas perspectivas; novos planejamentos, missões, visões e novos valores; por outro lado, vale olhar para trás; fazer uma retrospectiva e com isso, podemos comparar as visões para o futuro. Na política, por exemplo, enquanto lá pela Europa as previsões politicas não parecem ser lá tão esperançosas, com riscos inclusive da perda do cargo de Ângela, nos Estados Unidos Trump poderá ter seu mandato cassado, aqui no Brasil, renasce a era dos Militares. Iniciando de forma discreta, com certo ar de “uma nova democracia”, e, de certa forma diríamos até inversão de valores; inversão de valores, por se tratar de um comando atípico; pois serão Coronéis e Generais comandados por um Capitão. As promessas Bolsonarianas poderão contar com sérios obstáculos para se cumprir, pois ao que parece o atual parlamento tenta impor esses possíveis obstáculos, por meio de legislação, como, por exemplo, o aumento dos salários dos Ministros do STF, uma injustiça do ponto de vista social, pois passarão a perceber quarenta vezes em relação ao salário mínimo, enquanto sessenta por cento (60%) dos brasileiros ganham um salário mínimo, vinte e sete por cento, percebem menos do que isso, e, há uma parcela imensa de trabalhadores que não estão recebendo nada, por viver em condição de desempregados. No combate à violência e promessa de aumento de pena para detentos perigosos, o congresso propõe amenizar e flexibilizar (relaxar) pena para prisioneiros, com prioridade para os políticos, sob alegação de que esses não são violentos, apenas corruptos. Será qual a comparação entre um ladrão destes que aborda um motociclista e o mata para subtrair seu veículo, com um político que tira a merenda da escola das crianças e as deixa desnutridas? Em relação aos políticos e empresários que em comum acordo subtraíram o dinheiro da saúde, proporcionando a morte por falta assistência médica, a crianças, idosos e trabalhadores de todas as idades? A promessa de Bolsonaro sobre “prisão perpétua e pena de morte” já nasceu morta, por se tratar este assunto, em “cláusula pétrea”, Constituição Federal, quando dos “direitos fundamentais no artigo 5º”. A intervenção Militar de 31 de março de 1964 foi planejada inicialmente para seis meses, mas, os generais ao sentirem o gosto do poder, resolveram estender à ditadura Militar, que perdurou por longos anos e matou pessoas dos dois lados: de um, os que lutavam pela redemocratização, de outro, os Militares que queriam a continuação do poder e sob o pretexto de defender a ordem pública.