2019-06-01 07:47:00
DEPRESSÃO UM MAL DO DESAMOR
Francisco de Paula Mesquita
Tecnólogo em Gestão de
Pequenas Empresas-Centro Franciscorv10@gmail.com
Bacharel em Teologia e pós-graduado em ciência da religião –ABECAR/SP;
Habilitado para o magisté-
rio matricula nº1767/86 DRT/GO; Técnico em agropecuária – IFGOIANO, Rio Verde GO; Tecnólogo em Gestão de Pequenas Empresas – Centro Paula Sousa SP
A Depressão é recorrente e acompanha a humanidade desde sua história inicial. Segundo um guia de atenção primária de saúde elaborada pela Prefeitura do Rio de Janeiro e publicada no site da superintendência de atenção primária, trata-se de um diagnostico amplo, heterogênico e complexo, caracterizado por humor deprimido e a perda do prazer nas atividades rotineiras. Neste mesmo documento publicou uma estatística da prevalência da depressão por região no Brasil e por abordagem às principais atividades e por idade. Conforme um artigo publicado pela associação médica brasileira, a depressão é uma condição frequente, em geral recorrente e de curso crônico, associada com níveis altos de incapacitação funcional. Além de ser subdiagnosticada e subtratada, cerca de 80% dos casos diagnosticados e que recebem acompanhamento adequado no tratamento, tendem a repetir. Durante muitos anos, essa demência psicológica vem assolando a humanidade, porém, sempre ignorada por parte das autoridades de saúde, mas, de certo tempo para cá, ganhou a atenção dos estudiosos do assunto talvez dado o grande número de incidências graves dessa doença que era tratada como a doença de “frescura”, inclusive por pessoas de elevado saber na área de saúde. Na maioria das pessoas depressivas a solidão é marcante, embora todas as pessoas sofram em algum momento a presença da solidão, poucos a absorvem com certa naturalidade, todavia, há quem goste da solidão em certos momentos da vida; mas, para os estudiosos dessa patologia a (depressão), a solidão é pouco ou nada recomendável a qualquer pessoa, o contrário dos dizeres e fundamentação de Donald W. Winnicott, e, segundo o entendimento de muitos sociólogos, antropólogos e não poucos teólogos a pessoa humana, ou quiçá, até mesmo os animais irracionais foi criado para viver em sociedade. (o motivo de publicar este artigo foi em atendimento à sugestão de um amigo leitor, e é parte da dissertação que apresentei à Faculdade Teológica das Assembleias de Deus de São Paulo, para obtenção do título de mestre em psicanálise clínica, que obtive a nota 10; segundo a orientadora professora doutora Jandira Castor de Sousa, “aprovado com louvor, pela sua originalidade e pela teoria da metodologia apresentada”). É por isso, que o poeta deixou sua queixa: “Não há nada mais triste do que o apito de um trem no silêncio noturno. É a queixa de um estranho animal perdido, único sobrevivente de alguma espécie extinta, e que corre, corre, desesperado, noite em fora, como para escapar à sua orfandade e solidão de monstro” (Mário Quintana). Clarice Lispector em seu livro Água Viva, diz que o homem em si é solidão, “No seu jogar-se o homem é solidão e sua história é a história de seu enlace e embate com sua solidão originária” (...) (Clarice Lispector, Água Viva, Nova Fronteira, 1980, p.43). Mas a solidão às vezes é dolorosa e fere a alma; certamente nem toda pessoa é suficientemente forte e resistente ao ponto de saber ou poder suportar o arrocho da tal solidão. Nesse caso, muitos entram em estado de isolamento não apenas físico, mas emocional, ao ponto de não mais saber se identificar com o mundo que está à sua volta, e, não poucos os que entram em depressão. Mas, essa patologia é traiçoeira e silenciosa, tal, que mesmo a pessoa depressiva não consegue detectar e ou aceitar que realmente não está bem; e, exatamente neste ponto é que mora o perigo! São inúmeros os casos de suicídio, uns, às vezes deixam uma carta explicando sua dor e tentando justificar o motivo do desespero, mas já não há mais volta; outros se vão silenciosamente, deixando um vácuo de tristeza infinita à família, que fica a perguntar sem obter a resposta de qual o motivo dessa dolorosa decisão de quem partiu.






