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2021-03-13 14:14:00

DIPLOMACIA ÁCIDA

Seria cômico, se não fosse trágico o comportamento que o Presidente do Brasil apresenta nas relações internacionais; com seu temperamento avesso às normas recomendadas ao representante de uma nação, Bolsonaro trata o Brasil como se fosse um bem pessoal e ou familiar e, ao invés de se adaptar às normas de comando para um País, leva  o governo para o seu meio e como este é temperamental as relações e trato com os outros Países se transformam em uma complexidade de altos e baixos chegando em alguns pontos de certa forma insuportáveis. 

Seria cômico, se não fosse trágico o comportamento que o Presidente do Brasil apresenta nas relações internacionais; com seu temperamento avesso às normas recomendadas ao representante de uma nação, Bolsonaro trata o Brasil como se fosse um bem pessoal e ou familiar e, ao invés de se adaptar às normas de comando para um País, leva  o governo para o seu meio e como este é temperamental as relações e trato com os outros Países se transformam em uma complexidade de altos e baixos chegando em alguns pontos de certa forma insuportáveis. No seu primeiro ano de governo ou desgoverno, buscou escorraçar e menosprezar o prestigio dos deputados e senadores com palavras ofensivas, e em alguns momentos essas ofensas sobraram também para os Ministros do STF o que transformou o seu governo em um clima insuportável ao ponto de ser passivo de alguns pedidos de impeachment por parte de alguns deputados e até mesmo de sugestão de senadores, tendo inclusive que deixar o partido do qual foi candidato, o PSL, por falta de uma convivência harmoniosa com o seu presidente; se sentindo encurralado, no caminho contrário às suas ideias iniciais, busca o apoio do “centrão”, na  tentativa de minorar sua governabilidade e calar os que pediam sua cabeça. Final de 2019, sem espaço para sua convivência com os pares do poder, Bolsonaro busca atacar pessoas do seu próprio meio político, promove reuniões inusitadas onde o objetivo é atacar as instituições e culpa-las pelo seu insucesso. 
A PANDEMIA
Aparece os primeiros casos do novo corona vírus ainda em 2019, na China com fortes ameaças de proliferação para outros Países, mas Bolsonaro com seu ceticismo nada fez para evitar a grande catástrofe e, quando o Brasil é fortemente atacado com a infecção, vai às redes sociais e subestima a gravidade do assunto e diz se tratar de um resfriado insignificante “uma gripezinha”, gripezinha essa, que já ceifou mais de duzentas e quinze vidas no Brasil. Com o vírus da COVID 19 atacando o mundo inteiro, eis que surge a corrida científica em busca de soluções como, por exemplo, remédio para tratamento da doença, estudos do comportamento e transmissão do vírus para o desenvolvimento e fabricação de uma vacina com o fim de prevenir e barrar a pandemia, mas Bolsonaro continua cético e critica duramente as metodologias científicas dizendo inclusive que não iria permitir que os brasileiros servissem de cobaias para laboratórios. Como o seu então Ministro da Educação Abraaham Weitraub, cortou as verbas de pesquisas destinados às Universidades que ficaram sem possibilidades de desenvolver pesquisas científicas de qualquer natureza, o Brasil não desenvolveu nenhuma vacina de sua própria iniciativa, ficando a mercê dos acordos internacionais e com laboratórios de outros Países; acordos esses que depende de muita diplomacia e diplomacia é coisa inexistente no vocabulário de Jair Bolsonaro podendo inclusive contar com os agravos provocados pelas falácias de seus filhos que seguem tratando o País chamado Brasil como terra de ninguém ou sua propriedade familiar.   Na contramão das recomendações do Ministério da Saúde e do Ministério da ciência e tecnologia, o governo de São Paulo fechou parceria com um laboratório chinês para a aquisição de insumos (princípio ativo) e licença para o processamento de vacina o que foi duramente criticado pelo Presidente, por seus filhos e toda sua matilha, mas o governo de São Paulo levou a sério sua parceria o que culminou na única vacina disponível até o momento, com exceção da segunda vacina que também será terminada e envasada  no Brasil que é oriundo da Índia e também sofreu retaliações por parte do presidente, dizendo inclusive, em entrevista telefônica a um programa de televisão que estaria buscando essa vacina mas, não iria pagar enquanto não tivesse a aprovação da ANVISA, como esse órgão fiscalizador deixou de ser independente com as intromissões do presidente o governo indiano optou por suspender  a entrega das vacinas que seria 2 milhões de unidades e somente mediante a interferência reivindicatória de parlamentares essa vacina finalmente consegue chegar ao Brasil; são 2 milhões de doses para distribuis entre os mais de duzentos milhões de habitantes, com aplicação dupla em cada pessoa que receber o preventivo.