Gripe Espanhola há cem anos
Gripe Espanhola há cem anos
Há cento e dois (102) anos uma doença inesperada entra pelos Estados Unidos, por volta de março e abril e foi para Europa e, finalmente chega ao Brasil, trazido pelos soldados de um transatlântico, em setembro de 1918. Era fim da primeira grande guerra mundial (1914 -1918), e circulava a fase de transição (tratados de acordos); como não bastasse a alarmante e assustadora estatística de mortes causada pela grande guerra, eis que surge um inesperado e assustador vírus que foi apelidado por Gripe espanhola em virtude de ser divulgada inicialmente pela Imprensa da Espanha, vez que por não ter participado, ou melhor, por ter se portado na neutralidade durante a grande guerra, não era censurado e podia se expressar livremente e publicar suas notícias. No dia 16 de janeiro de 1919, a tão temida gripe faz mais vítimas no Brasil e ceifa a vida do próprio Presidente de República, o Advogado e grande político Rodrigues Alves, que havia sido reeleito para o próximo mandato, mas se foi mesmo antes de sua posse. Como se trata de uma ocasião onde à comunicação era difícil, os números se divergem quanto às estatísticas, há historiadores que defendem haver um numero próximo a cinquenta (50) milhões de mortes, e há trabalhos e publicação que oscilam entre vinte e cinco e trinta (25/30) milhões de vitimas; o que é quase uma unanimidade entre os autores, é que cerca de um quarto da população mundial da época, ou seja, quinhentos (500) milhões de pessoas foram infectadas com o vírus da tal gripe que continuou assustando as pessoas e ceifando vidas até 1920. Mesmo diante de tantas dificuldades de comunicação, de circulação e falta de tecnologia a comunidade científica não poupou esforços para detectar os meios e provimentos para frear e parar a grande pandemia que assolava o mundo inteiro um inimigo que não conhecia status, raça ou continente. Estima-se que durante os quatro (04) anos da primeira guerra mundial, vinte e três (23) milhões de pessoas perderam a vida, sendo dezessete (17) milhões de soldados e seis (6) milhões de civis. Censura à imprensa – Nos Estados Unidos, por exemplo, que sempre priorizou a liberdade de imprensa, o então presidente Woodrow Wilson (1856-1924), proibiu a qualquer divulgação que pudesse assustar a população, principalmente aos soldados e treinando que eram as principais vítimas da pandemia; somente em um único dia, foi registrado cerca de 1600 um mil e seiscentos soldados infectados pela peste. Hoje, cem (100) anos depois, o mundo se depara com outro vírus assustador e agressivo que desconhece qualquer regime, continente e desafia a tecnologia, a capacidade econômica e os avanços da ciência médica; são esforços desmedidos advindo de toda a comunidade científica em todo o mundo sem que um ou outro puxe para si as escadarias da fama, o objetivo principal é descobrir meios de curar a doença causada pelo vírus desconhecido até o momento, haja de onde venha tal descoberta o foco principal é barrar a pandemia. Quarentena – a única notícia de que se tem da quarentena é do período em que a gripe espanhola maltratava as populações do mundo, que segundo estudos comparativos foi muito benéfica vez que nas regiões onde se adotou quarentena ao tempo hábil, muitas vidas foram poupadas, acima de tudo os mesmos estudiosos conseguem provar que nos lugares onde se adotou o regime de quarentena além de haver menos invasão do vírus gripal da “espanhola”, a economia se recuperou com maior rapidez e os índices de desemprego foram menos drásticos. Opinião: Com base em publicações e trabalhos acadêmicos publicados por pesquisadores altamente responsáveis e habilitados, poderemos aceitar as medidas impostas pelas autoridades no que tange a quarentena e tentar oferecer a nossa contribuição no cumprimento das medidas impostas com o fim de moderar e ou até mesmo conter o tão temido vírus. Lembrando que em 1919, somente no Brasil, a grande gripe espanhola matou mais de 35 mil pessoas, incluindo o presidente Rodrigues Alves.







