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2020-02-16 07:49:00

ELEIÇÕES MUNICIPAIS 2020

ELEIÇÕES MUNICIPAIS 2020

Francisco de Paula Mesquita

   A cada dois anos, temos eleições aqui no Brasil, se revezando entre eleições para presidente da república, governadores dos estados, senadores e deputados federais e deputados estaduais; e, eleições para prefeitos e vereadores dos mais de cinco mil municípios brasileiros.  Este ano de 2020, é o ano das eleições para prefeitos e vereadores e por esse motivo os vereadores já estão saindo de sua zona de conforto.
   Costumeiramente, o funcionário público têm três lutas específicas, sendo a primeira para passar no concurso e ser efetivado no cargo, seguida da luta por salários e por último a luta pela aposentadora; a luta dos vereadores caracteriza-se de forma diferente vez que não são funcionários e sim, tem mandato com duração de quatro anos e se quiser um próximo mandato terão de se candidatar às próximas eleições e se reeleitos estará garantido por mais quatro anos. Logo após a eleição se comportam em regime de constantes comemorações até a posse que lhes garante os gordos salários e não poucas mordomias; empossados em fim, para o seu mandato de quatro anos, entram em estado de hibernação que dura cerca de três anos e no último ano do seu mandato, se atira nas ruas, se misturam com o povo e quer a todo custo, mostrar serviços à comunidade. Atualmente há cerca de cinquenta e seis mil vereadores distribuídos em proporções para os municípios brasileiros e neste ano das eleições todos tendem encerrar, ou melhor, interromper seu período de hibernação e se lançar à disputa que, aliás, não é nada fácil; aqui no nosso município, por exemplo, há anos que se não vê um vereador circulando em alguma rua da cidade, principalmente quando se trata de os bairros periféricos, mas já é possível encontrar vereadores lá pelo Dom Miguel, Valdecir Pires, Céu Azul e até entrando a pé em lojas de bairros, tudo devido ao ano eleitoral, é claro! Vou às reuniões da Câmara Municipal de Vereadores, sempre que posso; geralmente adentro as instalações do auditório, assisto a reunião (sessão) e me retiro sem ser abordado, perturbado ou interrompido de minha intenção, pois nunca sou visto por nenhum vereador dos que ali se encontram, mas, neste mês de fevereiro, já fui visto por mais ou menos seis vereadores que às vezes param para cumprimentar-me e dirigir algumas perguntas aleatórias, talvez, não que são meus amigos, que admiram meu comportamento ou o pouco que sei “de que nada sei”, entretanto, como sabem que escrevo para este jornal, quem sabe, poderei mencionar sua presença nos bairros e, se realmente é esse o seu objetivo, aqui vai à resposta: este artigo se encaixa perfeitamente ao seu perfil de parlamentar municipal. Nas eleições de 2016, cerca de aproximadamente quinhentos candidatos disputaram às cinquenta e seis mil vagas para as Câmaras Municipais, ou melhor, foram em números exatos, quatrocentos e noventa e cinco mil, quatrocentos e três pedidos de registros nos tribunais eleitorais; para este ano de 2020, estima-se que concorrerão mais de um milhão de candidatos e o número de vagas para vereadores aumentou de forma assustadora. A pesar de a tese de que o vereador representa o município e o povo que nele habita, na pratica o vereador contribui muito pouco comparado aos gastos que representa ao erário público; temos de respeitar a constituição que é a lei principal que rege o País e está diz sobre o vereador e sobre a exigência deste, mas não seria importante estudar uma possível redução em termos numéricos dessa representatividade simbólica?
   Quem sabe ao invés de suprimir municípios com habitação inferior a cinco mil habitantes houvesse uma padronização se sete vereadores para cada município; número esse, que certamente ainda seria considerado supérfluo para muitos, mas já seria o bastante para representar grande economia aos cofres públicos.