• redacao@oespaco.com.br
  • (64) 33612 - 1550
image
2019-07-14 19:50:00

O EVANGELHO E A LEI

“Não penseis que vim revogar a lei ou os profetas; não vim para revogar, vim para cumprir”. (Mateus, 5.17).

“Não penseis que vim revogar a lei ou os profetas; não vim para revogar, vim para cumprir”. (Mateus, 5.17).
O Termo comum entre os judeus para a primeira das três divisões das Escrituras hebraica, ou seja, os cinco livros do Pentateuco. Todavia, o termo às vezes, tinha um sentido mais amplo, conforme se pode conferir no verso 18; já os profetas se referem ao segundo período das Escrituras em hebraico, que entende nos livros de Josué a II Reis e de Isaias a Malaquias. Os fariseus, como um partido religioso, representavam os mais dedicados defensores da lei, na nação de Israel. Enquanto os saduceus se ocupavam com a política do Templo, os fariseus estudavam e ensinavam a lei do ponto de vista da tradição de seus pais. Na mente de muitos da comunidade judaica, a lei de Moisés e as tradições dos fariseus eram idênticas. Teria sido causa de grande ansiedade entre o povo ver Jesus enfrentar continuamente esses profetas instituídos da aliança nacional. Os fariseus se opuseram fortemente às companhias que Jesus mantinha, como, por exemplo, comer junto com os pecadores e publicanos (Marcos, 2.16); e quando Jesus pregou seu grande sermão, havia tido no mínimo três grandes e amargos confrontos com os fariseus, sobre a observância do sábado (Lucas, 6. 1 – 11; Marcos, 2. 23 e 3.6; João, 5.2-18); e, principalmente fazer curas no sábado. A discordância era tão acirrada que os fariseus já haviam determinado destruí-lo “Olhando-os ao redor, indignado e condoído com a dureza do seu coração, disse ao homem: Estende a mão. Estendeu-a, e a mão lhe foi restaurada” (Marcos, 3. 5); antes, porém, Jesus convidou o homem da mão ressequida para junto da multidão e desafiou aos judeus lançando a pergunta: “... É lícito nos sábados fazer o bem ou fazer o mal? Salvar a vida ou tirá-la? Mas eles ficaram em silêncio” (Marcos, 3.4). Mas os judeus não gostaram e planejaram livrar-se de Jesus, como podemos conferir: “Retirando-se os fariseus, conspiravam logo com os herodianos, contra ele, como lhe tirariam a vida” (Marcos, 3.6). Pode-se também conferir esse episódio em (Lucas, 6. 1-11). Tal conflito com o maior partido religioso proporcionou o convencimento a muitos, de que Jesus tentava destruir a lei e reconstruir sobre suas ruínas. Os fariseus não hesitaram em explorar essa ideia. Jesus tomando conhecimento de tal plano se esforçou logo para demolir essa falsa interpretação; foi aí que acrescenta no seu discurso o plano do cumprimento à lei. Deixando claro de que seu conflito não seria com a lei, mas com a má interpretação e a perversão com que os fariseus a aplicavam. Neste ponto, demonstra claramente o ponto de vista de Jesus em relação às escrituras do Velho Testamento; porque é elas são a palavra do seu pai, longe de serem abolidas ou suprimidas, elas são para serem cumpridas até a última minúcia e, ainda mais significativo ente, ele estava para cumpri-las! Aqui, se pode ser observada no mínimo três grandes verdades: 1- Jesus se prende inseparavelmente ente ao Deus do Velho Testamento. 2- O Deus de Abrão, Isaque e Jacó é também o Deus e Pai de Nosso Senhor Jesus Cristo. 3- Jesus também confirma sua absoluta confiança na integridade de cada palavra dos escritos do Velho Testamento. São eles, palavras de Deus e qualquer que um que quiser ser seu discípulo deve ter o mesmo e elevado zelo e ponto de vista das Escrituras “(...) E, começando por Moisés, discorrendo por todos os profetas, expunha-lhes o que a seu respeito constava em todas as Escrituras” (Lucas, 24. 27; confira: 24. 25-27). (Pretendo publicar uma série sobre o Sermão da Montanha mencionado em Mateus capítulo 5, e este é o primeiro número que já começou pelo meio do discurso de Jesus).

Referencias:
Bíblia A.R. A, SBB, Casa Editora Presbiteriana;
Davidson, Novo Comentário da Bíblia, vol. 3º, Edições Vida Nova