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2019-06-16 07:13:00

TRÂNSITO EM RIO VERDE

Francisco de Paula Mesquita

O transito urbano em Rio Verde é agressivo e desumano. Ao pensar o planejamento de transito urbano, a autoridade competente e habilitada para o assunto, primou privilegiar os condutores de veículos, se esquecendo de que em paralelo há o pedestre, que além das dificuldades para circular, parece ser mal informado sobre os perigos que o cercam durante seu trajeto. Existe, claro, as faixas de pedestre em cada cruzamento, da Avenida Presidente Vargas, por exemplo, mas ao que parece o pedestre não sabe que as faixas são próprias para atravessar com segurança; porque não há campanhas educativas para convencer o pedestre sobre a necessidade de procurar as faixas para fazer o seu trajeto com segurança, diminuindo assim, os riscos iminentes de ser atropelado. Durante todo o trajeto dessa Avenida, deparamos com pedestres atravessando entre as faixas que, aliás, há um semáforo em cada cruzamento e com sinalização de faixas para pedestre. Não se sabe se faltam verbas no orçamento para a realização e aplicação à educação para o transito, ou se faltam planejamento ou quiçá, vontade política para tal. A Avenida Presidente Vargas, está para Rio Verde, assim, como está para a cidade de São Paulo a Avenida Paulista, assim, como a Avenida Anhanguera está para a cidade de Goiânia, ou seja, é o coração financeiro do município e, principalmente do centro urbano rio-verdense, é uma via bem organizada, sinalizada, mas há o risco iminente para a integridade física e a vida das pessoas que circulam por essa Avenida; único e exclusivamente por falta de cuidados acrescentados pelo excesso de pressa, já que às vezes, preferimos arriscar deixar de voltar vivo para casa, ao decidir esperar por alguns segundos e ou caminhar um pouco abaixo ou seguir acima para atravessar a via com segurança; vez que há opções de faixas de pedestres para ambos os sentido e direções. Todavia, a cidade não se constitui de apenes uma via, a Avenida Presidente Vargas, mas inúmeras ruas e avenidas compondo o centro e mais de cem bairros e vilas que dependem de ordenação e sinalização condizente às reais necessidades do desenvolvimento do nosso município, bem como o centro urbano que o compõe. Aliás, esse termo “Município”, está em desuso para o atual estilo de linguagem, principalmente por parte da imprensa que parece entender que a cidade tende suprimir o município, se esquecendo de que é o município que compõe uma divisão territorial do estado, com autonomia administrativa, enquanto a cidade é apenas o espaço urbano constituído dentro do território municipal. Mesmo na Avenida Presidente Vargas, que é bem sinalizada, há as dificuldades para o pedestre, vez que o intervalo de tempo semafórico é de apenas mais ou menos três segundos, mas, até esse tempo não é respeitado pelos condutores, principalmente os condutores de motocicletas, que avançam mesmo depois de fechado o semáforo e, por outro lado, os que estão à espera da liberação de sua vez, antecipam este tempo provocando sérios riscos para os condutores de ambos os sentidos. Ainda sobre a Avenida Presidente, que impõe certa dificuldade para o pedestre, quando esse quer atravessar em determinado ponto em que há o acesso dos veículos vindos do lado direito que acessam esta Avenida e neste caso, o pedestre não terá a opção de atravessar com segurança.