Tecnólogo em Gestão de Pequenas Empresas-Centro Franciscorv10@gmail.com, Bacharel em Teologia e pós-graduado em ciência da religião – ABECAR/SP; Habilitado para o magistério matricula nº1767/86 DRT/GO; Técnico em agropecuária – IFGOIANO, Rio Verde GO; Tecnólogo em Gestão de Pequenas Empresas – Centro Paula Sousa SP
(Lucas, 10.25/37) Jesus havia enviado setenta discípulos a anunciar o evangelho na região sul, e quando os encontrou já com sua missão cumprida, os abençoou grandemente com elogios e instruções para a vida. Jesus havia enviado os doze discípulos para a região norte da província porque a seara era tão grande e poucos eram os obreiros. Da mesma forma enviou um número bem maior (Mateus, 9: 37). Ainda cheio da virtude e regozijo do espírito, foi diligenciado por um advogado que o perguntara: “... Mestre que farei para herdar a vida eterna?” – (Lucas 10:25). A resposta de Jesus foi direta, pois como advogado aquele homem tinha a obrigação de conhecer a lei. E, como tal, deveria cumpri-la. Certamente aquele advogado esperava uma resposta de que a vida eterna lhe seria garantida mediante a execução de algum ato de bondade; mas Jesus fez referência a lei, que como doutor da lei deveria conhecer. O advogado mostrou entender corretamente a lei, ao citá-la de certa forma resumida, limitando-se no amor de Deus e ao próximo. Quando Jesus o fez entender que a vida consiste num ato continuo da execução do amor, e ele foi tocado pela consciência e perguntou a Jesus: quem é o meu próximo? Então Jesus lhe contou a história da dura realidade vivida entre um sacerdote e um levita que representavam a ortodoxia em contraste com o samaritano que representava uma minoria desprezada. Ocorre que aquela estrada que ia de Jerusalém a Jericó, havia um desnível topográfico superior a novecentos metros em uma extensão inferior a vinte e cinco quilômetros e tanto descendo como subindo, as pessoas corriam grande risco, pois aquela estrada era infestada de ladrões. O homem mencionado por Jesus teria sido vítima do ataque dos ladrões e ficou ali em estado quase morte. Passou o sacerdote e nada fez; passou o levita e da mesma forma não fez nada para salvar aquela vida. Quando, porém, aproximou o samaritano, não pensou outra coisa, senão dedicar todo o cuidado até que ficasse curado, deixando-o sobre os cuidados do hospedeiro, com toda conta paga e recomenda que se houver necessidade de outros gastos, ele o ressarcia quando voltar. E Jesus então perguntou ao advogado quem seria o próximo daquela vítima e ele responde que seria o Samaritano; Jesus lhe disse para fazer o mesmo. Quantas vezes negamos atende a um pedido de socorro, um prato de comida, uma passagem de ônibus, ou até mesmo um copo d’agua a alguém, simplesmente porque não o conhecemos ou por puro preconceito? Mas a vida eterna é adquirida pela aceitação do sacrifício de Jesus ao oferecer sua própria vida pela nossa libertação. Estamos nos tempos da graça; a graça salvadora do Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo! De nada adiantaria sair por aí, distribuindo esmolas, promovendo a caridade, se não aceitarmos a essa graça Salvadora pela morte e ressurreição de Cristo. Podemos conferir tal confirmação lendo os capítulos três e quatro da carta aos Romanos. Muitos às vezes se enganam ao subentender que nossos bons atos nos livrarão do julgamento final deixando-nos em situação privilegiada; não se engane: se acredita numa vida além-túmulo e na salvação em Jesus Cristo, certamente essa salvação deverá ser conquistada mediante a aceitação e confissão da morte e ressurreição de Jesus pela nossa liberdade. Porém, a permanência nessa fé, haverá de ser acompanhada de boas obras, vez que a própria Bíblia diz: “... Assim, a fé, se não tiver as obras, é morta em si mesma...” (Tiago 2: 14 – 26). Até parece um pouco complexo, mas esse pensamento acerca da vida eterna sempre foi e continuará sendo um mistério; certamente não foi em vão que Jesus certa vez disse: “... Graças te dou, ó Pai, Senhor do Céu da terra, que ocultastes essas coisas aos sábios e entendidos, e as revelastes aos pequeninos” (Mateus, 11: 25).