2019-03-31 18:50:00
BOLSONARO: TRÊS MESES NA PRESIDENCIA
BOLSONARO: TRÊS MESES NA PRESIDENCIA
Neste dia primeiro de abril, completa três meses de governo do presidente Bolsonaro, que ainda não mostrou ao que veio, ou será que veio mesmo para viajar ao exterior? Segundo informações de o Poder 360, jornalismo político online, desde a redemocratização do País, nenhum presidente ficou tantos dias no exterior nos primeiros três meses de governo, como o presidente militar Jair Bolsonaro. Ainda conforme informa o redator Jornalista Fernando Rodrigues, nos primeiros três meses de governo, Fernando Color de Melo ficou oito dias no exterior, Fernando Henrique Cardoso, ficou três dias, Luís Inácio da Silva Lula ficou oito dias, Dilma Rousseff ficou três dias e Bolsonaro 12 dias; e o Brasil como ficou? Entre um sem número de desejos de realizações para o Brasil, não há aprovado e em execução projeto real, um, sequer que possa justificar sua eleição e a implantação dos milicos de volta ao poder. Por mais que os sábios e entendidos possam contestar, a política está banalizada na mesmice de um continuísmo redundante, que parece não tem mais volta vez que o poder vicia a pessoa e o faz dependente do mandato com o fim de poder pelo poder. Sem tática para a aglutinação o presidente prefere atacar os parlamentares que por sua vez o rebatem com veemência e continua a queda de braços mesmo à distância; todos viciados em ganhar alguns trocados a mais, esperam pela já tradicional negociata para que no mínimo inicie ao andamento de algum projeto já encaminhado à Câmara dos deputados, por outro lado, tanto o presidente quanto seus ministros atiram farpas ao presidente da Câmara e a outros parlamentares talvez com o fim de chama-los à responsabilidade e se esquece de que cada poder exige o respeito por parte do outro, pois se trata de independência constitucional entre os poderes. A REFORMA DA PREVIDÊNCA – Ninguém pode negar de que a reforma previdenciária é necessária e urgente para a sobrevivência da mesma, todavia, há de ser uma reforma justa e igualitária, invés de prejudicar os mais fracos e privilegiar grupos dominantes; também, de nada adiantará reformar a previdência e deixar que os grupos de empresários sonegadores se apropriem do dinheiro descontado do trabalhador e não o repassa à previdência, como vem acontecendo desde há muitos anos. PROJETO CONTRA VIOLÊNCIA – Quanto à reforma da segurança pública, no meu modesto ponto de vista, já iniciou tudo errado; dar arma para o cidadão comum é colocá-lo na zona de risco iminente contra sua vida e contra a vida de sua família, pois estamos fartos de ver e assistir a bandidagem matando policiais que são treinados e instruídos para lidar com o perigo e combater a pessoa perigosa; acima de tudo é contribuir para aumentar o armamento dos criminosos que certamente, sobre o poder da violência irá subtrair as armas destes cidadãos armados. CONTENÇÃO DE DESPESAS – O governo quer reorganizar o equilíbrio das contas públicas tirando do trabalhador que já não aguenta mais tanta taxação e contenção de suas finanças; há anos, que a tabela do Imposto de Renda não é corrigida e, com isto, pessoas que ganham um quase nada ficam obrigados a declarar e são taxadas com injustas e pesadas cargas. Enquanto oferece um aumento de 16% para os que ganham quase 34 mil reais, oferece um aumento de 1,81% para os mais de 40 mil trabalhadores que ganham um salário mínimo e para a maioria dos aposentados que já deu sua contribuição e agora é desrespeitado dos seus direitos. Viciados com as mordomias o governo juntamente com sua comitiva comanda a continuidade dos gastos exorbitantes, dando até para comemorar a “revolução” de 31 de março de 1964, ditadura militar, que matou mais de quatrocentas pessoas e sumiu com outras centenas, aí fica a pergunta, há em que comemorar desse episódio? INDICE DE APROVAÇÃO – Segundo a CNA, Bolsonaro caiu 15 pontos percentuais do seu índice de aprovação (de 49%, para 34%) nos três meses de mandato, é também o campeão, já que nenhum dos presidentes eleitos na nova democracia teve índice tão elevado de rejeição nos primeiros 3 meses de governo. O IBOPE traz em sua manchete o seguinte: “Aprovação do governo cai 15 pontos em 3 meses. É o Fim da lua de mel?”.





