2022-06-18 11:38:00
FCO Rural: 108 cartas-consulta foram aprovadas no valor de R$ 113,5 milhões
Parte considerável desses recursos será direcionada a empreendimentos de pequeno e médio portes, com expectativa da geração de 341 empregos.
A Câmara Deliberativa do Conselho de Desenvolvimento do Estado sancionou 108 cartas-consulta ao Fundo Constitucional do Centro-Oeste, na qualidade rural na segunda quinzena de maio. As solicitações de auxílios totalizaram R $113,5 milhões. Desta soma, 51,0% foram destinados a empreendimentos rurais de pequeno-médio porte, 33,2% a empreendimentos de pequeno porte e 15,8% a empreendimentos de médio porte. Os projetos outorgados presumem a formação de 341 empregos dentro de 55 municípios goianos.
Na lista, Jataí foi o município com o maior valor autorizado para financiamento. Entre os quinze primeiros também estão listados: Rio Verde, Goiatuba, Montividiu, Vicentinópolis, Edealina, Goiás, Inaciolândia, Porangatu, Silvânia, Novo Planalto, Itumbiara, Doverlândia, Nova Crixás e Cachoeira Dourada. As atividades recompensadas são a produção de grãos, bovinocultura de corte, cana-de-açúcar, bovinocultura de leite e suinocultura.
A maior diligência dos solicitantes é por máquinas e implementos. Da soma autorizada, R $69,8 milhões serão aplicados na compra destes produtos. Outros R$ 24,8 milhões serão destinados para matrizes; R$ 5,3 milhões para cana-de-açúcar; R$ 4,1 milhões para benfeitorias; R$ 4,0 milhões para sistemas fotovoltaicos; R$ 2,1 milhões para armazenamento; R$ 1,3 milhão para barracão free stall; R$ 1,1 milhão para irrigação; R$ 849,3 mil para pastagens; e R$ 8,7 mil para reprodutores.
“Tivemos um bom número de projetos aprovados, sendo a ampla maioria para empreendimentos de pequeno e pequeno-médio portes, e espalhados por várias regiões do Estado. Com os recursos em mãos, estes produtores podem investir em tecnologia e alcançar novos patamares de produção e produtividade. Isso significa emprego e renda nos municípios, e desenvolvimento para Goiás”, disse o superintendente de Produção Rural Sustentável, Donalvam Maia.
Período de estiagem deixa produtores apreensivos
Já não chove significativamente há mais de 40 dias no sudoeste goiano e produtores rurais estão preocupados com a colheita do milho safrinha. Marco Antonio dos Santos, agrometeorologista da Rural Clima, explicou que a situação de seca já provoca efeitos negativos com possível redução drástica do potencial produtivo.
“Daqui para frente, as condições serão muito ruins para os produtores de milho safrinha no Cerrado”, alerta. O especialista ressaltou que possíveis chuvas generalizadas podem acontecer nessas regiões produtoras somente daqui 20 a 25 dias, mas ainda assim não há indícios de que elas realmente ocorrerão.
De acordo com o produtor rural Rones Rodrigues Mendonça, de Santa Helena de Goiás-GO, a escassez das chuvas no período do milho safrinha é extremamente prejudicial, porque causa a má germinação, baixa produção ou perda total da lavoura. A planta fica mais suscetível a doenças, condenando a safra, e abre para a possibilidade de prejudicar o solo e também condenar a próxima safra.
Para evitar danos máximos, agricultores visam iniciar a plantação dentro dos prazos da janela de plantio. “Atualmente um dos maiores apoios do produtor rural é o estudo meteorológico. Saber o momento correto de plantar é essencial, apesar de nem sempre dar certo. Às vezes chove quando não é pra chover e às vezes não chove”, disse Rones.
Segundo com o presidente do Sindicato Rural, Luciano Guimarães a estiagem deste ano afetou grande parte das lavouras do Sudoeste goiano. Agricultores que plantaram no mês de março vão ter grandes perdas, já quem realizou o plantio em fevereiro terá um quadro de perdas um pouco menor. “Na região poderá haver uma queda de 25% na produtividade do milho segunda safra”, disse.
A grande preocupação agora será com relação a produtividade, pois não será a mesma que foi planejada no período inicial do plantio. Tem ainda um fator que acende um sinal de alerta aos produtores, a venda da produção com antecedência, pois como a produtividade tende a não ser a mesma, o produtor por vezes não conseguirá cumprir com os contratos.
Com a chegada da frente fria na região segunda quinzena de maio e a geada que aconteceu em pontos localizados também é um fator de preocupação. No momento atual as chuvas não farão mais nenhuma diferença nas lavouras, porém seriam um auxílio para as lavouras mais tardias.







