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2025-06-09 13:32:16

Investimentos em condomínios disparam em Rio Verde e refletem crescimento urbano impulsionado pelo agro

O mercado imobiliário de Rio Verde vive um momento de forte expansão, impulsionado especialmente pela crescente demanda por imóveis em condomínios fechados. A corretora Mônica Franco destaca que esse modelo de moradia tem se consolidado como tendência entre moradores locais e recém-chegados atraídos pelo desenvolvimento econômico da região, especialmente pelo setor do agronegócio.

“A busca por qualidade de vida, contato com a natureza, segurança e fácil acesso a áreas de trabalho e comércio está guiando o crescimento dos condomínios”, explica Mônica. Segundo ela, a estrutura oferecida nesses empreendimentos, com praças, áreas de lazer e conforto para as famílias, tem sido um diferencial. “As crianças brincam nas áreas comuns, os projetos arquitetônicos estão cada vez mais integrados à paisagem local, e isso torna tudo mais prazeroso, especialmente para quem está vindo de fora”, afirma.

Atualmente, o plano diretor da cidade aponta a Região Sul como principal polo de expansão, onde já se concentram os maiores condomínios da cidade. Além disso, as regiões Oeste e Nordeste também entram no radar de investidores, com projetos de condomínios mais reservados e de alto padrão.

A procura por esse tipo de moradia é mista. Tanto famílias locais quanto novos moradores, vindos de outras cidades e acostumados a esse estilo de vida, vêm aquecendo o mercado. “Alguns condomínios viraram verdadeiros canteiros de obras. Isso mostra que o modelo não só está consolidado, como tem muito espaço para crescer”, diz Mônica.

Para os próximos cinco anos, a corretora acredita que Rio Verde continuará em ascensão no cenário nacional. “A cidade já possui um dos maiores volumes gerais de vendas (VGV) do estado de Goiás, com lançamentos constantes e um setor da construção civil que avança como grande aliado do Agro”, projeta.

A combinação de fatores como o desenvolvimento urbano, a chegada de novas empresas e a força do agronegócio tem colocado Rio Verde no radar de grandes investidores. O futuro do mercado imobiliário local parece promissor, e os condomínios, definitivamente, fazem parte desse novo capítulo. 

A falta de investimentos dos governos em moradias populares

Em Goiás, em 2024, o déficit habitacional totalizou 212 mil famílias, representando um problema significativo para a população do estado. O principal fator que contribui para esse déficit é o ônus excessivo com aluguel, impactando 175 mil famílias. Além disso, existem outras dimensões do déficit, como famílias que residem em domicílios precários, improvisados, rústicos ou adensados.

O déficit habitacional em Rio Verde em 2025, assim como em outras regiões do Brasil, é um problema complexo que envolve a falta de moradias adequadas para a população, incluindo moradias precárias, casas em condições insalubres, e famílias sem moradia fixa. Em 2022, o Brasil apresentava um déficit de 6,2 milhões de moradias, o que representa 8,3% do total de domicílios ocupados.

Para entender melhor a situação em Rio Verde, é importante considerar os seguintes pontos:

Fatores que contribuem para o déficit: A falta de planejamento urbanístico, a especulação imobiliária, o alto custo de vida, a falta de políticas habitacionais eficazes e a dificuldade em acessar financiamentos para a construção ou compra de casas.

Impacto do déficit: O déficit habitacional afeta diretamente a qualidade de vida da população, com famílias vivendo em condições precárias, enfrentando dificuldades para acessar serviços básicos e com maior exposição a riscos sociais e ambientais.

Soluções: Para reduzir o déficit habitacional, é fundamental que haja uma atuação conjunta do poder público, da iniciativa privada e da sociedade civil, com a implementação de políticas habitacionais, a oferta de moradias acessíveis e a promoção do planejamento urbano sustentável.

É importante ressaltar que o déficit habitacional é um problema complexo, que exige soluções integradas e a longo prazo. Acompanhar o progresso das políticas habitacionais e as ações de combate ao déficit é fundamental para garantir que a população tenha acesso à moradia digna.

Nas eleições de 2024, o tema construção de casas popular para as famílias de baixa renda foi muito debatido e prometido, mas o prefeito eleito em Rio Verde, não fala mais no assunto.  Os deputados e vereadores também continuam ignorando falta e um programa de moradia popular em Rio Verde

A expansão urbana está crescendo a todo vapor, servindo as elites e alimentando a exploração comercial   

O problema é multifacetado, com causas que incluem o alto custo do aluguel, a falta de políticas públicas de moradia e a desigualdade social. A questão se agrava em cidades como Rio Verde, onde a população enfrenta desafios econômicos e sociais que dificultam o acesso à moradia.