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2022-03-20 23:35:00

Com a venda de 1kg de suíno é possível comprar 3,5kg de milho e 2,11 kg de farelo de milho

 A Associação Brasileira de Criadores de Suínos ( ABCS), publicou uma nota, e afirmou que a oferta de suínos e os elevados custos para a produção, são a pior relação de troca da suinocultura no Brasil.

 A Associação Brasileira de Criadores de Suínos ( ABCS), publicou uma nota, e afirmou que a oferta de suínos e os elevados custos para a produção, são a pior relação de troca da suinocultura no Brasil. Em janeiro, com a venda de 1kg de carne de porco foi possível comprar 3,65 kg de milho e 2,1 kg de farelo de soja. Nos primeiros 15 dias de fevereiro a troca com o milho ficou em 3,29 kg e com farelo de soja foi de 1,29.” Ou seja, o prejuízo contabilizado pela atividade neste início de ano é realmente assustador”, diz ABCS.
Segundo a ABCS, o valor de 1kg de suíno tem que ser suficiente para comprar 6kg de milho ou 3,5 kg de farelo de soja. As exportações de carne suína para a China caíram em Outubro, e permaneceu em janeiro, deixando a expectativa de compra maior por parte da Rússia, “ A Rússia que, ao anunciar cota de 100 mil toneladas para o primeiro semestre deste ano, representou uma esperança de compensar o recuo chinês, ainda se mostrou muito tímida nas compras, pelo menos em janeiro, com apenas 1.657 toneladas”, comentou a associação.

Dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), mostraram que do dia 1 a 9 de fevereiro, as exportações ficaram em 3,1 mil toneladas por dia, valor inferior as 4 mil toneladas, exportados no mesmo período do ano passado. 

Produção de peixe cresce 4,7% no Brasil
Brasil produziu 841.005 toneladas de peixe de cultivo (tilápia, peixes nativos e outras espécies), no ano passado

O Brasil produziu 841.005 toneladas de peixes de cultivo (tilápia, peixes nativos e outras espécies), em 2021, segundo um levantamento da Associação Brasileira da Piscicultura (PeixeBR), divulgado no fim de fevereiro

O resultado representa um aumento de 4,7% sobre a produção de 2020 (802.930 toneladas).

“A piscicultura representa a atividade de produção animal que mais cresce nos últimos anos. Obviamente que isso decorre do consumo ainda baixo (menos de 5 kg por habitante ao ano), mas também das características dos peixes de cultivo em termos de qualidade e segurança. A atividade é extremamente profissional, trabalha com boas práticas e utiliza modernas tecnologias em genética, sanidade, nutrição e equipamentos”, ressalta Francisco Medeiros, presidente executivo da Associação Brasileira da Piscicultura (PeixeBR).

Segundo a entidade, no país, a atividade envolve mais de 1 milhão de produtores e movimenta cerca de R$ 8 bilhões.

Tilápia
Principal peixe produzido em cativeiro no Brasil, a tilápia teve um excelente desempenho no ano passado. Segundo a PeixeBR, foram produzidas 534.005 toneladas, um crescimento de 9,8% sobre 2020 (486.255t).

Sozinha, a tilápia representou 63,5% da produção de peixes de cultivo.
Foram produzidas 262.370 toneladas de peixes nativos (31,2% do total), com recuo de 5,85% em relação a 2020. De acordo com a entidade, a questão ambiental, a falta de programas oficiais de apoio ao cultivo e dificuldades de mercado foram decisivos para esse desempenho do segmento.

As outras espécies (carpas, trutas e pangasius) foram responsáveis por 5,3% da produção total de 2021, atingindo 44.585 toneladas: 17% a mais do que no ano anterior.
Produtores

No Brasil, o Paraná manteve a liderança como o maior produtor de peixes cultivados do país. Em 2021, o estado produziu 188 mil toneladas, um crescimento de 9,3% em comparação com 2020.

São Paulo mantém-se na segunda colocação. Rondônia está em terceiro.
Entre os 10 maiores produtores de peixes de cultivo do país, sete tiveram crescimento em 2021 e três apresentaram desempenho negativo. Além de Rondônia, a produção foi menor em Maranhão – estado que vinha em alta nos anos anteriores, e Mato Grosso (-9%).

Cenário
Segundo a PeixesBR, a piscicultura nacional foi diretamente impactada pela elevação dos insumos e matérias-primas para alimentação animal. Além dos macroingredientes (milho e farelo de soja), destaque para os microingredientes importados, que subiram em dólar e enfrentaram problemas de abastecimento regular durante diferentes períodos do ano.

No mercado interno, a manutenção dos elevados níveis de desemprego e a consequente redução do poder de compra da população também dificultaram a comercialização de peixes com rentabilidade aos produtores, especialmente em estados das regiões Norte e Nordeste.

“Não foi um ano fácil para os produtores de peixes de cultivo. A realidade foi muito diversa nos estados. Alguns mercados encontraram formas de manter ou até elevar os níveis de comercialização e outros enfrentaram mais dificuldades. A pandemia foi decisiva para este cenário, assim como foi – e está sendo – para a economia brasileira como um todo”, explica Medeiros.

Entre os pontos positivos do ano, o presidente executivo da PeixeBR destaca o crescimento das exportações e também o contínuo investimento das empresas verticalizadas em novos produtos para incentivar o consumo