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2022-03-20 23:46:00

Mário Furacão deixa o MDB e é pré-candidato a deputado

Em entrevista exclusiva ao Jornal O Espaço, o empresário e presidente da Câmara de Diretores Lojistas de Rio Verde Lucimário Benedito Camargo, conhecido como Mário Furacão, fala sobre sua candidatura a deputado estadual por Rio Verde.

O Espaço – Por que o senhor decidiu a se candidatar a deputado estadual?
Mário Furacão – A verdade é que essa candidatura vem por decisão de pessoas que me conhecem. Os amigos, colegas que atuam na área política e me conhecem há muitos anos, que acompanharam tanto a minha vida pública quanto a privada e profissional.

O Espaço – Já está definido o partido? Vai mesmo deixar o MDB?
Mário Furacão – Apesar de tudo que já aconteceu dentro do MDB, depois de muitos anos, vamos deixar o partido para aderir a um partido cristão, que é o meu seguimento e vamos acompanhar Gustavo Mendanha, então, vamos aguardar para saber para qual partido ele vai ou qual partido ele vai decidir que seja melhor para nós nos filiarmos. Estou falando de um grupo grande com muitas pessoas; não será apenas eu.
Agora, houve comentários de que ele poderia sair pelo Partido Liberal, mas, ainda não tem nada definido, principalmente, porque se ele sair por esse partido, terá que conseguir um vice de outro partido e, possivelmente, a vice dele poderá ser a Magda Mofatto(PL). Assim, penso que ele deverá filiar-se no Republicano, no Patriota ou ainda em outro partido cristão.

 O Espaço – O senhor tem muito serviço prestado no CDL – Centro de Diretores Lojistas também teve uma grande e bela história dentro do MDB. Por isso o senhor entende que possui uma boa base parlamentar para te apoiar?
Mário Furacão – Sim! O fato de ser empresário há muitos anos e também ter trabalhado na Pastoral da Moradia, ajudando na construção de casas para as famílias necessitadas, também trabalhamos com a Escola de Pais do Brasil, com a Associação Amigos da Vida, que ajuda nos deslocamentos de pessoas com câncer, que necessitam ir para Barretos, além disso também com os músicos, as escolas, os esportistas e as igrejas. Então, creio que as pessoas as quais ajudamos e nossos amigos vão multiplicar os votos e, além do mais, não vamos esperar votos apenas de Rio Verde, eu tenho muitos amigos em Goiânia, onde morei dezoito anos, e também em Aparecida de Goiânia, de onde espero receber uma grande votação.

O Espaço – Vão sair sete ou mais candidatos e o senhor crê que mesmo com essa forte concorrência, vai conseguir a sua vaga?
Mário Furacão – Claro que sim! A esperança é de conseguir a vaga e também uma boa votação. Vamos lutar para isso. Inclusive, penso que poderá sair até dez candidatos, porque, já que vai diminuir os partidos, os que continuarem terão que lançar seus candidatos.

O Espaço – Estando no CDL, o senhor vai ter que afastar do cargo?
Mário Furacão – Preciso afastar durante a campanha, que dura quarenta e cinco dias, então, posso me licenciar durante esse tempo.

O Espaço – E sobre o deputado federal? O Mendanha esteve aqui; já foi discutido sobre essa situação? O Osvaldo Júnior não será candidato?
Mário Furacão – Estou com viagem marcada para Aparecida de Goiânia para falar com o Mendanha, sobre as filiações e outros assuntos. O Osvaldo Júnior já falou longamente com o Mendanha e acredito que logo teremos informações mais precisas sobre isso.

O Espaço – Qual é a diferença que o Mário Furacão poderá fazer na Assembleia?
Mário Furacão – A grande diferença é que queremos trabalhar, muito, muito mesmo, por duas coisas, que inclusive, uma depende da outra: trabalhar pelo social, por moradias, principalmente, casas, porque o pessoal muitas vezes constroem apartamentos e, tem muita gente que é tão humilde que não consegue pagar nem mesmo a taxa de condomínio, que normalmente é cerca de quatrocentos reais, o que seria o valor do aluguel que se paga. Então, essas pessoas precisam ter a casinha delas, para além de morar, plantar horta no quintal e ter as criações que ele gosta, como o cachorro o gato e por aí vai. A outra bandeira será a de luta pela geração de mais empregos e rendas, e isso, dando oportunidade para que mais empresas, principalmente as pequenas, possam ser abertas e contratem funcionários... se conseguirmos abrir grandes empresas, ótimo; mas pequenos negócios como salões de beleza, loja de pet shops, uma loja de vender roupas e outros pequenos negócios, geram entre um e cinco novos empregos, cada. Atualmente, somente o pessoal das áreas de prestação de serviços e do varejo empregam setenta por cento da população do Brasil.
Outra bandeira que desejo levantar e lutarei com afinco ao longo do meu possível mandato, é sobre o Difal, que é a polêmica jurídica do momento, porque envolve a bitributação dos impostos, forçando os comerciantes a comprar os produtos só no estado, sendo que muitos produtos não são fabricados em Goiás.

O Espaço – Como o senhor analisa a crise do comércio de Rio Verde, hoje?
Mário Furacão – Vejo Rio Verde como uma cidade diferenciada. Nós saímos para todo tipo de congresso no País inteiro, e percebo que nossa cidade sobressai entre muitas outras cidades, inclusive, cidades grandes. Não vejo crise no comércio de Rio Verde. Eu percebo algumas dificuldades em alguns comércios menores, mas, em geral, a situação não está ruim, principalmente, porque trata-se de uma cidade onde corre muito dinheiro; é uma cidade que melhora a cada dia, independentemente da atuação política de qualquer nível. Podemos ver que pela sua localização e produção, o Município cresceu aqui em três fases: a primeira, quando foi criada a Comigo; a segunda, com a vinda da antiga Perdigão, agora, com a plataforma multimodal, Rio Verde vai avançar de novo... simplesmente, o que precisa, é os políticos não atrapalhar.