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2021-06-12 11:59:00

“Sou um vereador diferenciado nas minhas ações”

 O vereador Eder Gean Silva tem 45 anos, é casado, radialista, nasceu em Santo André – São Paulo, mas foi criado em Quirinópolis. Iniciou sua carreira de radialista aos 14 anos de idade na emissora Rádio Alvorada AM situada na cidade de Quirinópolis. Veio para Rio Verde no ano de 1995, trabalhou nas emissoras de rádio 96 FM, Rio Verde AM, Morada FM, Líder FM e Rádio Cidade e se formou em Direito.
No ano de 2014 fundou a sua própria emissora de rádio, Clube FM 101.9, se tornando empresário no meio de comunicação em Rio Verde. Reside na cidade há 25 anos, tendo recebido no ano de 2018 o honroso título de Cidadão Rio-verdense, pelos serviços prestados à comunidade. Em entrevista exclusiva ao jornal O Espaço, o vereador fala sobre o seu primeiro mandato, conta como tem enfrentado essa nova experiência e sobre as propostas que o fez conseguir os seus 1.327 votos. 

O Espaço – Vereador é o seu primeiro mandato, o senhor acredita que conseguiu se eleger pelo seu trabalho no rádio? 
Eder Magrão - Eu acredito que foi um somatório, o trabalho da rádio, amizades que a gente construiu aos longos 25 anos que eu moro em Rio Verde, uma proposta nova que eu fiz também, que é a de não vender o voto. Teve votos de muitas pessoas consciente que  me apoiou, por isso, pelas propostas, tomei a decisão, não vou dar gasolina em troca de votos”, “Quem quiser plotar o carro em troca de gasolina não precisa votar em mim!”, então assim, eu quis entrar na política porque graças Deus! E Deus abençoou, a gente tem a rádio, tem outros empreendimentos e assim, a política é uma coisa que eu entrei para poder tentar fazer diferente

O Espaço – Quando o senhor declarou que não iria dar gasolina, que não iria fazer compra de votos, deu para perceber uma baixa na sua campanha, mas foi uma proposta diferente, e essa proposta diferente venceu a eleição, demonstrou coragem e inteligente, mas o senhor ariscou? 
Eder Magrão - Infelizmente devido á pandemia, as pessoas mais carentes, estavam, mais vulneráveis financeiramente e essa era a hora dos aproveitadores tentarem comprar votos dessas pessoas, então assim, muita gente humilde que ouvia o meu programa e gostava de mim, as vezes não iria votar em mim, porque estava precisando de alguma coisa né, não é porque a pessoa é humilde que ela tem que vender o voto, mas a gente sabe que os políticos de carreira aí gostam de influenciar, “Vota em mim, tira xerox do seus documentos aí”, dizem que fazem isso, “Eu vou te dar 100,00 reais”, então assim, eu pensei, já que estão fazendo isso e a gente tinha notícias que estavam fazendo isso, eu falei então vamos tentar pegar um outro público, um público consciente, um público que não vende o voto, então por isso, que a gente resolveu entrar nessa linha também de não a venda de votos, falar propostas que eu poderia cumprir, que foi o meu gabinete, que eu falei que eu estaria nas ruas e antes de eu assumir, antes do dia primeiro, meu gabinete já estava pronto. 

“Com o meu salário do mês de março, comprei 125 cestas básicas para pessoas carentes da cidade, por isso, recebi críticas; falaram, mas, você pregou não ao assistencialismo e agora você está fazendo o assistencialismo”. Não é assistencialismo, é uma pandemia, as empresas estavam fechadas, as pessoas passando por necessidades, estavam passando fome e graças a Deus aquele salário meu, naquele mês, não iria me fazer falta”.

O Espaço – E falando da proposta ousada, porque todos candidatos correm na mesma raia, com as mesmas propostas, o senhor fez uma proposta diferenciada? 
Eder Magrão - È verdade, é o que estou fazendo, estou indo aos distritos, ando nos ônibus para saber como é o transporte coletivo, mas aí as pessoas falam, mas vereador andando de ônibus? Eu andei com os garis, aí as vezes as pessoas falam “ah, está querendo aparecer”, como é que eu vou saber o problema dos garis se eu não falar com eles, como vou saber os problemas do transporte coletivo, se não entrar dentro do ônibus

O Espaço – A Questão do transporte coletivo de Rio Verde é um gargalho e isso, nós estamos cobrando em todas as entrevistas, é uma função de cobrança do vereador, porque as empresas não têm renda suficiente para manter um transporte bom, mas chama-se subsídio, você tem conhecimento que a prefeitura é obrigada a subsidiar o transporte coletivo.?
Eder Magrão - Então, por isso que eu ando de transporte coletivo, até essa, semana a gente vai ter uma reunião lá com o Marcos da Paraúna, para levar as demandas que estou tendo, eu sempre ando nos coletivos e entrevisto as pessoas, muita gente crítica, “Ah Magrão você quer aparecer”, a questão das cestas básicas que eu comprei com o meu salário também, umas críticas, falam “Ah, mas você pregou não ao assistencialismo e agora você está fazendo o assistencialismo”. Não é assistencialismo, é uma pandemia, as empresas estavam fechadas, as pessoas estavam passando fome e graças a Deus aquele salário meu, naquele mês, não iria me fazer falta. 

O Espaço - Foi uma ação que incomodou, incomodou os concorrentes?
Eder Magrão – É assim, eu não vou fazer as minhas ações, pautar as minhas ações, pensando no que os outros vão pensar, eu vou fazer e sofrer a consequência, o projeto que eu tenho eu vou seguir e aguentar o que ele é, se Deus quiser.