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2020-10-16 07:53:00

VIDA DE ELETRICISTA

Anderson Cândido de Oliveira, 31 anos, começou a trabalhar para a Enel Distribuição Goiás há cerca de três meses, seu primeiro emprego como eletricista

   Goiânia, 16 de outubro de 2020 – A rotina de Anderson começa cedinho todos os dias. Ele acorda às 5h para estar na empresa às 7h e iniciar mais um dia de trabalho na manutenção da rede elétrica da Região Metropolitana. Consigo ele carrega sua fé em Deus e 6,5 quilos de roupas e EPIs, já que somente para subir num poste é preciso usar capacete, uniforme, botas e luvas, entre outros materiais, seja debaixo de chuva ou sob o sol de 40 graus que tem feito em Goiás.  
   Anderson Cândido de Oliveira, 31 anos, começou a trabalhar para a Enel Distribuição Goiás há cerca de três meses, seu primeiro emprego como eletricista, profissão que escolheu seguir porque acredita que terá mais oportunidades de crescimento na carreira. “É uma profissão muito boa. Eu me sinto seguro porque a empresa exige muito em relação a segurança. Todos os dias, chego, pego minhas ferramentas, encho meu galão de água e participo do Diálogo Diário de Segurança (DDS), só depois começo o trabalho efetivamente”, conta. 
   Mas nem sempre foi assim. Na época em que o eletricista Raimundo Manoel Taveira, de 53 anos, iniciou na profissão, era muito diferente. “Eram os anos 80, tudo muito mais grosseiro. Não existia a preocupação com segurança que temos hoje. Não se fazia curso, você começava como ajudante e ia evoluindo. A gente subia em poste com espora, nem escada usava”, relembra. 
   Raimundo sempre trabalhou em Águas Lindas e lembra que nos anos 80, quando não havia veículo disponível na cidade, improvisava para que a população não ficasse sem energia elétrica. “Quando faltava energia eu pegava minha bicicleta, um bastão, uma luva e ia fazer os atendimentos. Já atendi até de carroça, a gente içava poste no braço. É muita história, dá saudade, mas hoje está muito melhor. Hoje os funcionários de campo são mais valorizados e existem muito mais normas em favor da nossa integridade física.” 
   O responsável pela Regional Luziânia da Enel Distribuição Goiás, Adriano César de Oliveira, comenta sobre a evolução da profissão nos últimos anos. “Hoje temos caminhões equipados com guindastes para içar os postes e transformadores, os eletricistas trabalham no cesto aéreo, usam perfuratriz para implantar um poste. Tudo mudou. Além disso, com a chegada da Enel em Goiás vivemos um momento tecnológico no Estado. Hoje temos mais de 5,1 mil equipamentos telecontrolados instalados nas nossas redes, para proteção, controle e manobras, que dão condições de identificar possíveis defeitos e operar mais rapidamente e com mais segurança.” 
   Na visão de Adriano, hoje o eletricista é mais capacitado para atender plenamente às necessidades da sociedade. “Seja de dia, de noite, com sol ou chuva, é um profissional que está pronto para entregar o seu melhor e fazer com que a energia chegue à casa de cada cidadão. Esse é o grande papel dos nossos eletricistas”, finaliza.