2019-02-16 09:00:00
Danilo Fabiano volta para a 8ª DRP de Rio Verde
Em entrevista exclusiva ao Jornal O Espaço, o delegado Doutor Danilo Fabiano Carvalho fala de sua experiência adquirida junto a Superintendência da Secretaria de Segurança e de seus projetos ao reassumir a 8ª DRP de Rio Verde
O Espaço – Depois de atuar na Superintendência de Inteligência de Goiás, o senhor volta mais experiente. Quais são suas ações mais importantes para melhorar a segurança pública em Rio Verde?
Danilo Fabiano – Cheguei aqui em 2006 e trabalhei até 2016. Ocupei o Distrito Policial; ocupei a Delegacia Regional por cinco anos e, desde 2016 até o início de 2019 eu estava na Superintendência de Inteligência da Secretaria de Segurança, onde pude acumular uma experiência a nível de Estado e até mesmo de País, uma vez que frequentemente, estávamos participando de encontros nacionais, representando a inteligência do Estado de Goiás em âmbito nacional. Pude conviver com a inteligência da Polícia Rodoviária Federal, da Polícia Federal, da Agência Brasileira de Inteligência – ABIN, do Exército Brasileiro... Enfim, agregando muito mais a experiência de rua, aqui em Rio Verde, na parte operacional e de gestão, da 8ª Delegacia Regional de Polícia – DRP. Agora, retorno com essa responsabilidade de ajudar, sendo mais um dentre os vários outros colegas aqui da cidade, para somarmos esforços juntamente com a Polícia Militar, com o sistema Prisional, com a Polícia Rodoviária Federal, com o Bombeiro Militar e todos os demais parceiros que envolve a segurança pública, incluindo aí, o Ministério Público e o Poder Judiciário.
Costumo dizer aos meus colegas delegados, agentes e escrivães, que devemos demonstrar resultados, e para isso, estamos implementando alguns fortalecimentos dentro da Polícia Civil. Estamos trazendo de volta o doutor Adelson Candeo Júnior, que já trabalhou aqui por muito tempo e hoje, está atuando especificamente no combate ao tráfico de drogas; vamos dar uma atenção muito especial ao combate dos crimes patrimoniais, principalmente, furtos e roubos, inclusive, aos praticados na zona rural; vamos fortalecer a investigação dos crimes contra a vida e os trabalhos da Delegacia da Mulher, além do combate aos crimes infracionais praticados por adolescentes.
Então, é uma série de ações que vamos continuar fortalecendo, uma vez que a doutora Taísa Antonello também fez um trabalho excepcional à frente da 8ª DRP, durante os quase três anos, melhorando muita coisa.
Dentre essas medidas, estamos trazendo um projeto pioneiro para Rio Verde. Trata-se de um projeto da Secretaria, que envolve todas as forças de segurança e é o Núcleo Regional Integrado de Análise Criminal e de Inteligência. Nesse projeto, o comando de cada força de segurança cederá pelo menos um servidor de suas áreas, que estarão trabalhando em uma única sala, a qual será inaugurada nos próximos dias, analisando das ocorrências para compreender o que está ocorrendo em Rio Verde, para direcionar os trabalhos ostensivos da Polícia Rodoviária Federal, Polícia Militar, Guarda Civil e também o trabalho investigativo da Policia Civil.
Já que o contingente de todas essas forças de segurança é diminuto e temos que manter o foco em alguns problemas, assim, trataremos as informações e repassaremos aos nossos policias, para que ao entrarem nas viaturas, eles já saibam onde está ocorrendo ou pode ocorrer crimes na cidade, inclusive, com previsão de horários, para que possamos prevenir a ocorrência dos crimes, além de fazer a parte repressiva.
Danilo Fabiano – Cheguei aqui em 2006 e trabalhei até 2016. Ocupei o Distrito Policial; ocupei a Delegacia Regional por cinco anos e, desde 2016 até o início de 2019 eu estava na Superintendência de Inteligência da Secretaria de Segurança, onde pude acumular uma experiência a nível de Estado e até mesmo de País, uma vez que frequentemente, estávamos participando de encontros nacionais, representando a inteligência do Estado de Goiás em âmbito nacional. Pude conviver com a inteligência da Polícia Rodoviária Federal, da Polícia Federal, da Agência Brasileira de Inteligência – ABIN, do Exército Brasileiro... Enfim, agregando muito mais a experiência de rua, aqui em Rio Verde, na parte operacional e de gestão, da 8ª Delegacia Regional de Polícia – DRP. Agora, retorno com essa responsabilidade de ajudar, sendo mais um dentre os vários outros colegas aqui da cidade, para somarmos esforços juntamente com a Polícia Militar, com o sistema Prisional, com a Polícia Rodoviária Federal, com o Bombeiro Militar e todos os demais parceiros que envolve a segurança pública, incluindo aí, o Ministério Público e o Poder Judiciário.
Costumo dizer aos meus colegas delegados, agentes e escrivães, que devemos demonstrar resultados, e para isso, estamos implementando alguns fortalecimentos dentro da Polícia Civil. Estamos trazendo de volta o doutor Adelson Candeo Júnior, que já trabalhou aqui por muito tempo e hoje, está atuando especificamente no combate ao tráfico de drogas; vamos dar uma atenção muito especial ao combate dos crimes patrimoniais, principalmente, furtos e roubos, inclusive, aos praticados na zona rural; vamos fortalecer a investigação dos crimes contra a vida e os trabalhos da Delegacia da Mulher, além do combate aos crimes infracionais praticados por adolescentes.
Então, é uma série de ações que vamos continuar fortalecendo, uma vez que a doutora Taísa Antonello também fez um trabalho excepcional à frente da 8ª DRP, durante os quase três anos, melhorando muita coisa.
Dentre essas medidas, estamos trazendo um projeto pioneiro para Rio Verde. Trata-se de um projeto da Secretaria, que envolve todas as forças de segurança e é o Núcleo Regional Integrado de Análise Criminal e de Inteligência. Nesse projeto, o comando de cada força de segurança cederá pelo menos um servidor de suas áreas, que estarão trabalhando em uma única sala, a qual será inaugurada nos próximos dias, analisando das ocorrências para compreender o que está ocorrendo em Rio Verde, para direcionar os trabalhos ostensivos da Polícia Rodoviária Federal, Polícia Militar, Guarda Civil e também o trabalho investigativo da Policia Civil.
Já que o contingente de todas essas forças de segurança é diminuto e temos que manter o foco em alguns problemas, assim, trataremos as informações e repassaremos aos nossos policias, para que ao entrarem nas viaturas, eles já saibam onde está ocorrendo ou pode ocorrer crimes na cidade, inclusive, com previsão de horários, para que possamos prevenir a ocorrência dos crimes, além de fazer a parte repressiva.
O Espaço – Os comerciantes estão assustados com a possibilidade de assaltos relâmpagos aos seus estabelecimentos. O senhor acha que um número maior de policiais é o que se precisa para coibir esses crimes?
Danilo Fabiano – Quando falamos de segurança temos que analisar um todo; não é só a presença do policial que vai evitar os crimes. Claro que um bom contingente é importante e fundamental, porém, muitas vezes, prendemos a mesma pessoa várias vezes, porque a mesma é reiteradas vezes colocada em liberdade, em decorrência da fragilidade da lei, inclusive, temos esperança de melhoria nesse sentido. Um cidadão que pratica um crime de assalto, por exemplo, no Brasil, pode conseguir liberdade em até menos de um ano, o que não considero pena para um bandido que pratica um assalto à mão armada. Penso que crimes graves não deveriam ter progressão de penas e todos que os cometessem deveria cumprir penas integrais, em regime fechado.
Então, diminuição de crimes não implica apenas em contingente de policiais, mas de tomarmos um conjunto de medidas que são: endurecer a legislação, melhorar o sistema prisional, melhorar a capacidade investigativa da polícia e o trabalho ostensivo com mais policiais, e ainda, as causas sociais.
Nós vamos reformular alguns dos projetos que trabalhamos aqui, antes de irmos para o Departamento de Inteligência, porque sabemos que precisamos combater o cometimento de crimes na raiz, ou seja, evitando por exemplo, que jovens e adolescentes entrem para o mundo das drogas, pois, se conseguirmos isso, não terão traficantes e também não haverá crimes cometidos para alimentar vícios...
Danilo Fabiano – Quando falamos de segurança temos que analisar um todo; não é só a presença do policial que vai evitar os crimes. Claro que um bom contingente é importante e fundamental, porém, muitas vezes, prendemos a mesma pessoa várias vezes, porque a mesma é reiteradas vezes colocada em liberdade, em decorrência da fragilidade da lei, inclusive, temos esperança de melhoria nesse sentido. Um cidadão que pratica um crime de assalto, por exemplo, no Brasil, pode conseguir liberdade em até menos de um ano, o que não considero pena para um bandido que pratica um assalto à mão armada. Penso que crimes graves não deveriam ter progressão de penas e todos que os cometessem deveria cumprir penas integrais, em regime fechado.
Então, diminuição de crimes não implica apenas em contingente de policiais, mas de tomarmos um conjunto de medidas que são: endurecer a legislação, melhorar o sistema prisional, melhorar a capacidade investigativa da polícia e o trabalho ostensivo com mais policiais, e ainda, as causas sociais.
Nós vamos reformular alguns dos projetos que trabalhamos aqui, antes de irmos para o Departamento de Inteligência, porque sabemos que precisamos combater o cometimento de crimes na raiz, ou seja, evitando por exemplo, que jovens e adolescentes entrem para o mundo das drogas, pois, se conseguirmos isso, não terão traficantes e também não haverá crimes cometidos para alimentar vícios...
O Espaço – Tem havido muitas reclamações da violência em Rio Verde. Conforme o trabalho que o senhor fez em nível de Estado, dá para considerar Rio Verde uma cidade muito violenta?
Danilo Fabiano – A verdade é que em Rio Verde tem mesmo uma grande sensação de insegurança, porém, felizmente houve muitas melhorias. Posso dar aqui alguns exemplos.
Até 2012 tivemos um crescimento acentuado de crimes contra a vida. Nesse ano, alcançamos 125 homicídios. De lá para cá, em razão de algumas ações que foram estabelecidas naquele momento, inclusive, uma delas, foi a criação do Grupo de Investigação de Homicídios, na época que eu era o Delgado Regional. De 2013 para cá, o número foi decrescendo e ano passado, o número de homicídios foi 48, isso, sem contar que o número de habitantes, hoje, é muito maior do que há cinco anos.
A população não se sente segura porque 48 homicídios ainda é um número alto, mas isso tudo acontece ainda, porque uma outra parte do contexto, que trata-se da aplicação da lei, precisa ser mudada para que o criminoso ou infrator se sinta desestimulado a praticar crimes.
As policias estão trabalhando muito, inclusive, devo dizer que só no último final de semana foram lavrados aqui, dezenove autos de prisão em flagrantes. Mas pergunta-se: quantos desses continuam presos? Quase ninguém, porque muitos saíram por pagarem fiança ou direitos da liberdade provisória... Então, esses são aspectos que precisam ser melhorados.
Danilo Fabiano – A verdade é que em Rio Verde tem mesmo uma grande sensação de insegurança, porém, felizmente houve muitas melhorias. Posso dar aqui alguns exemplos.
Até 2012 tivemos um crescimento acentuado de crimes contra a vida. Nesse ano, alcançamos 125 homicídios. De lá para cá, em razão de algumas ações que foram estabelecidas naquele momento, inclusive, uma delas, foi a criação do Grupo de Investigação de Homicídios, na época que eu era o Delgado Regional. De 2013 para cá, o número foi decrescendo e ano passado, o número de homicídios foi 48, isso, sem contar que o número de habitantes, hoje, é muito maior do que há cinco anos.
A população não se sente segura porque 48 homicídios ainda é um número alto, mas isso tudo acontece ainda, porque uma outra parte do contexto, que trata-se da aplicação da lei, precisa ser mudada para que o criminoso ou infrator se sinta desestimulado a praticar crimes.
As policias estão trabalhando muito, inclusive, devo dizer que só no último final de semana foram lavrados aqui, dezenove autos de prisão em flagrantes. Mas pergunta-se: quantos desses continuam presos? Quase ninguém, porque muitos saíram por pagarem fiança ou direitos da liberdade provisória... Então, esses são aspectos que precisam ser melhorados.
O Espaço – O senhor acredita que o aumento da criminalidade em Rio Verde deve-se à migração de pessoas de outros Estados à procura de emprego?
Danilo Fabiano – Essa é uma preocupação. Há uma necessidade de acompanhar essa migração através de projetos a serem executados a curto, médio e longo prazo, já que no meio daqueles que vêm trabalhar aqui, tem também os criminosos, pessoas com mandado de prisão e que podem estar aqui para praticar crimes. Assim, com relação a essas pessoas, precisamos fazer um trabalho preventivo para evitar que elas fiquem aqui, praticando crimes.
Danilo Fabiano – Essa é uma preocupação. Há uma necessidade de acompanhar essa migração através de projetos a serem executados a curto, médio e longo prazo, já que no meio daqueles que vêm trabalhar aqui, tem também os criminosos, pessoas com mandado de prisão e que podem estar aqui para praticar crimes. Assim, com relação a essas pessoas, precisamos fazer um trabalho preventivo para evitar que elas fiquem aqui, praticando crimes.
O Espaço – Houve denúncias de que o crime organizado das grandes metrópoles brasileiras está chegando à Rio Verde. Qual é a informação que o senhor tem a respeito disso?
Danilo Fabiano – Infelizmente, o crime organizado, representados por dois grupos nacionais, sendo que um originou-se em São Paulo e outro no Rio de Janeiro, estão se espalhando pelo País inteiro e, isso é uma realidade.
Goiás está no contexto e nós estamos fazendo uma gestão para também monitorar e combater essas facções aqui. Não podemos permitir que elas cresçam. Agora, como essas organizações são nacionais, é preciso combate-las em todas as esferas de governo e, com trabalho em conjunto.
Uma das tratativas do Ministro da Justiça, é o combate às facções criminosas, que no meu ponto de vista foi acertada, pois o desafio do Brasil para os próximos anos é combater essas facções e, nós, estaremos com o Genarc, que é o nosso grupo de combate voltado para essas investigações, com a colaboração de todos os órgãos de segurança pública do Município.
Danilo Fabiano – Infelizmente, o crime organizado, representados por dois grupos nacionais, sendo que um originou-se em São Paulo e outro no Rio de Janeiro, estão se espalhando pelo País inteiro e, isso é uma realidade.
Goiás está no contexto e nós estamos fazendo uma gestão para também monitorar e combater essas facções aqui. Não podemos permitir que elas cresçam. Agora, como essas organizações são nacionais, é preciso combate-las em todas as esferas de governo e, com trabalho em conjunto.
Uma das tratativas do Ministro da Justiça, é o combate às facções criminosas, que no meu ponto de vista foi acertada, pois o desafio do Brasil para os próximos anos é combater essas facções e, nós, estaremos com o Genarc, que é o nosso grupo de combate voltado para essas investigações, com a colaboração de todos os órgãos de segurança pública do Município.
O Espaço – O senhor acredita que a liberação do uso de armas pode diminuir a violência? O senhor é favorável?
Danilo Fabiano – Sou favorável, com algumas considerações e exceções. Por exemplo, se a pessoa não tem antecedentes criminais, se passou por um critério psicológico e se tem necessidade, penso que é um direito dela.
Acho que o Estado tem que flexibilizar o porte em situações realmente necessárias.
Danilo Fabiano – Sou favorável, com algumas considerações e exceções. Por exemplo, se a pessoa não tem antecedentes criminais, se passou por um critério psicológico e se tem necessidade, penso que é um direito dela.
Acho que o Estado tem que flexibilizar o porte em situações realmente necessárias.







