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2020-08-01 07:58:00

Caiapônia 147 anos PARABÉNS, CAIAPÔNIA!

Caiapônia 147 anos! Feliz aniversário! - 29 de julho de 2020

Caiapônia completa 147 anos, com muita vitalidade e apontando para o futuro, com muito progresso

Mãe Gentil


Se há um adjetivo que perfeitamente descreve Caiapônia é mística. Caberiam tantos outros é verdade. Mas a cidade tem um quê de encanto, de inexplicável, que causa paixão na maioria que por ali passa e desfruta de suas terras e paisagens. Não foi à toa que em meados dos anos de 1830 alguns mineiros desbravando terras goianas chegaram na região e assim como os índios Caiapós, os primeiros habitantes locais, fixaram suas redes e não saíram mais dali. Criando tempos depois um povoado e lhe daria o nome de Torres do Rio Bonito Divino Espírito Santo. Tendo à frente nomes como: João José de Faria, Capitão José Vilela Junqueira, José Pena Nascimento e Antônio Francisco Vilela.

Todavia como prosperar era preciso, percebendo a necessidade de se ter um nome menos extenso, aproximadamente noventa anos após sua consagração, a cidade passa a chamar Caiapônia Goiás, em homenagem aos índios Caiapós. Mesura mais que justa. Sem contar que, Torres do Rio Bonito Divino Espírito Santo, ou Distrito das Torres do Rio Bonito, nomes que a antecederam, era demasiado grande. No entanto parte daquele nome ainda seria mantido na bela e acolhedora Igreja Matriz do Divino Espírito Santo. Com seu altar gracioso e belos quadros barrocos da via sacra, Assim como suas belas vidraças decoradas. Presente da comunidade local.

Rodeada por centenas de cachoeiras que chegam aos seus 96 m, Caiapônia é referência no turismo goiano. Tem das mais simples às mais exuberantes quedas de água. Sem contar a abundância em mata, fauna, serras, grutas e seu imponente Morro do Gigante Adormecido. Uma grande massa rochosa com formato de um rosto gigante e é um dos cartões-postais do município. A cidade também é destaque na pecuária e na agricultura do estado.

Falar de Caiapônia e não mencionar sua gente é inadmissível, afinal, um completa o outro. Local de pessoas simples, mas graduada em gentilezas e respeito. Povo de boa vontade, que acorda cedo com o canto da natureza.

Sua terra clara e bela descreve com precisão o quão singular e receptivo é o caiaponiense. Que oferta seu bom-dia a quem quer que seja. Basta que você esteja, ou passe por entre eles. E não pense que não sabem que você não é dali. Eles sabem sim, pode acreditar! Mas isso não os intimida não. Vão receber você como um deles sem problema algum. Só não chegue se achando muito, porque o caiaponiense gosta de gente humilde, que sabe dar valor ao verdadeiro, ao natural. Independentemente das graduações que se possa ter. Se estiver ciente disso saiba que será tratado com pompa, podendo até ser convidado para aquele café fresco, acompanhado por uma deliciosa quitanda, receita de várias gerações.

É por essas e tantas outras qualidades e prazeres que essa cidade proporciona que tenho imenso orgulho em dizer, sou Dill Ferreira, escritora caiaponiense.
E tenho muito orgulho por vê-la chegar
aos seus 147 anos, mantendo seu carisma
e zelo de uma mãe gentil.

Parabéns Caiapônia!

Dill Ferreira 


Sou filho daqui


Sou de Caiapônia.
Terra do gigante adormecido,
Das Cachoeiras lindas,
Dos meus ancestrais queridos.
Do antigo Jardim da praça,
Da escrava Cristininha,
Das ações de graça.
Dos festivais de canções,
Das peças teatrais,
Das antigas edificações.
Do campo de aviação,
Dos campeonatos de futebol,
No estádio do gigantão.
Sinto um pesar,
As antigas edificações,
Não poder mais contemplar.
Sou filho daqui...
Sou todos vocês,
O Pedro, o Paulo, o João, o José, o Sebastião...
Sou de todas as raças,
Uma só religião.

Carlos Borges