Défict habitacional
O déficit habitacional brasileiro, segundo o IBGE, gira em torno de 8,3% de habitações ocupadas no País, no Estado de Goiás, apresentou em 2022, um déficit de 212 mil moradias, sendo que somente na capital Goiânia, o déficit é de 27 mil moradias; trazendo essas observações para o nosso Município de Rio Verde, diz haver um déficit de 1.326 habitações, o que acho meio tímido essa estatística, mas, foi o que encontrei na minha pesquisa feita ao google.
Desde o primeiro ano do século atual, ou seja, 2001, foi adotado uma política habitacional bastante inovadora durante os 8 anos de mandato do então prefeito Paulo Roberto Cunha, que além de construir com os recursos do Município contraiu convênios com o governo do Estado e governo federal, que criou o programa habitacional “Minha casa minha vida” iniciado a partir de setembro de 2003.
Paulo Roberto Cunha, além de construir os bairros Céu Azul e Dom Miguel com os recursos do Município, construiu o Bairro Maranata em convênio com o sistema Minha casa minha vida e, deixou outros bairros como, Setor dos Funcionários, Jardim Helena, Monte Sião e Vila Nilson Veloso, todos bem iniciados, convênio assinado verbas liberadas, loteamento pronto e alguns desses já com obras em andamento; no governo Juraci Martins, essas habitações já conveniadas foram concluídas e entregues aos munícipes rio-verdense e ficou por aí, aliás, segundo informações, em certo momento o prefeito Juraci foi notificado pelo Ministro das Cidades, de que se não terminasse as obras os recursos teriam seu destino de volta aos cofres da União, foi o que certamente o encorajou a concluir os projetos do seu antecessor.
A partir de 20217, tudo ficou paralisado havendo somente uma entrega tímida de alguns apartamentos já no final do segundo mandato do prefeito que ocupou o cargo de 20217 a 2024. Atualmente, com o retorno do programa do governo federal que havia sido interrompido desde o golpe de Michel Temer 12 de maio de 20216, como presidente interino e havendo empossado definitivo em 31 de agosto do mesmo ano, todos os programas sociais foram desativados e, retornando somente em 2023 com o atual presidente, quando a prefeitura de Rio Verde, segundo dados assinou novos convênios incluindo programas habitacionais, porém, ainda um pouco tímido e longe de se aproximar de um patamar desejado.
Alguns dos principais motivos do déficit habitacional em Rio verde, se deve à grande exploração imobiliária que se tornou muito agressiva nos últimos anos provocando altas nos alugueis de moradias, chegando inclusive comprometer a renda familiar em 75% ou mais e com isso, se formou um sistema precário como, famílias inteiras morando em cortiços que nos tempos atuais e modernos, foi batizado com o nome de “quitinete”; esses cortiços/quitinetes oferecem um sistema promiscuo de habitação com sanitários e banheiros coletivos, além da falta de espaço digno para se morar.
Esse modelo de moradia, se deve além do grande fluxo de migração interna; pessoas que vem de outras localidades em busca de empregos e melhoria tanto no sentido de educação quanto por melhores salários vez que os dois últimos presidentes deixaram o País em estado de calamidade pública no que se refere à valorização humana, a super valorização dos imóveis e com isso os chefes de famílias não conseguem compra um lote para construir, muito menos uma casa pronta.






