Relações Brasil x Estados Unidos em jogo?
O Brasil tem uma brilhante história de duzentos anos de parcerias com os Estados Unidos. Desde 26 de maio de 1824, quando o presidente dos Estados Unidos, James Monroe, recebeu o encarregado de Negócios do Brasil, José Silvestre Rebello, em Washington, D.C. (Distrito de Columbia), para reconhecer a independência do Brasil e estabelecer relações diplomáticas com o recém-criado Estado Brasileiro.
Durante todo esse lapso de tempo, os dois países se mantiveram no mais alto nível de parceria, se identificando inclusive no campo das ideias sócio-filosóficas. O Brasil tem nos Estados sempre uma excelente relação comercial, sendo os Estados Unidos o segundo maior importador do Brasil, perdendo apenas para a China, que nos últimos anos vem importando mais, principalmente quando se fala de gêneros alimentícios, como carnes e grãos.
Em 2017, quando Donald Trump tomou posse para um mandato de 20 de janeiro de 2017 a 20 de janeiro de 2021, não poupou falácias contra o sistema brasileiro, ameaçou cortar parcerias, taxar o comércio, mas nunca passou de meras bravatas. Já nesse segundo mandato, que se iniciou em 20 de janeiro de 2025 e deverá ir até 20 de janeiro de 2029, já deu sinal de que cumprirá suas promessas de afrontas ao Estado brasileiro, o que seguramente haverá de afetar grandemente as relações comerciais, vez que iniciou taxando as exportações brasileiras em boa parte dos principais produtos que o Brasil exporta, como ferro, aço e alumínio.
No campo das ideias, também vem proferindo algumas falácias que, de certa forma, não deixam de atentar ameaças à soberania brasileira. Nessas alturas, o governo brasileiro terá duas escolhas: cortar temporariamente as relações com aquele país ou administrar os conflitos até que passem os quatro anos do maluco e, certamente, as coisas poderão retornar ao normal.
Em discurso palacioso, Trump disse que os países ao seu redor precisam mais dos Estados Unidos do que os Estados Unidos precisam desses. Isso, certamente, poderá promover contra os Estados Unidos certo tipo de isolamento que, muito provavelmente, os propiciará enfraquecimento em todos os setores, principalmente no setor econômico, que aquele país haverá de enfrentar, havendo inclusive, no momento, uma inflação nunca vista desde a década de 1970.
Com a taxação dos produtos importados do Brasil, China, Europa, Canadá e outros países, o preço dos produtos americanos tende a aumentar de forma incontrolável. Outro assunto que muito provavelmente irá enfraquecer as políticas estadunidenses trata-se das migrações, quando Trump impôs o limite de tolerância zero no que se refere a imigrantes, promovendo política de maus-tratos a essas pessoas, os tratando desumanamente. E isto chegará a um limite que os países ofendidos haverão de se manifestar, dando um basta às atrocidades praticadas contra seus nativos.
Com certeza, países como Europa, México, Canadá, Brasil, entre outros, irão relevar as ideias malucas desse presidente Trump, levando-se em conta que quatro anos passarão e os Estados Unidos voltarão ao que eram antes. Mas, sempre em alerta, pois se sabe que, apesar de quatro anos passarem rápido, poderá ser o suficiente para causar destruições irreparáveis.
Ter um presidente com ideias flutuantes certamente não seria ideal para um país como os Estados Unidos da América. Assim como também não o será para o resto do mundo, já que vivenciamos um mundo globalizado em todos os aspectos, onde o conhecimento e a tecnologia andam de vento em popa. Portanto, não caberia a nenhum homem ousar interferir nesse desenvolvimento que nos é disponibilizado a cada momento.
Por: Francisco de Paula Mesquita
- Habilitado para o magistério matricula nº1767/86 DRT/GO;
- Técnico em agropecuária – IFGOIANO, Rio Verde GO;
- Tecnólogo em Gestão de Pequenas Empresas-Centro Paula Sousa SP.
- Graduando em Comunicação – UNESA.
- Bacharel em Teologia, SETAD SP;
- Pós graduação em Ciência da Religião – SETAD – SP
- Mestre em Teologia UB, SP
- Doutor em Teologia, UB, SP.





