2023-04-19 07:29:00
Presidente do SINDIVERDE presta contas
Em entrevista exclusiva ao Jornal O Espaço, Lazaro Barcelos Gonçalves, popularmente conhecido por Lazinho Barcelos, mestre de obras da construção civil, liderança da juventude católica nos anos 80, funcionário público, político e sindicalista, fala sobre a nova realidade do SINDIVERDE, após sua eleição, e presta contas do seu trabalho, aos servidores e à sociedade.
Jornal O Espaço – O SINDIVERDE é um sindicato antigo e que já fez muito pelos seus associados, e agora, está em uma nova realidade com você na presidência. Como você chegou à presidência?
Lázaro Barcelos Gonçalves (Lazinho Barcelos) – Bem... até então, eu nunca havia participado em eleições sindicais e, por gostar da política partidária, sempre pensei que em qualquer lado que eu estivesse, a chapa ficaria muito desigual. Porém, nesta última eleição, por termos uma mentalidade de que o sindicato tem que ir ao trabalhador; de que a função deste Sindicato é estar em todos os departamentos do serviço público, aonde estiver um trabalhador, e conversar com esses trabalhadores para conhecer suas situações dentro do trabalho, para dar apoio às comissões do setor, além de oferecer condições psicológicas e morais. Assim, propusemos fazer um sindicato diferente, chamado sindicato itinerante.
Esse Sindicato estava com apenas 311 sindicalizados, isso significa, praticamente, situação de extinção, mas, no período de um ano, desde nossa posse, com muito esforço e dedicação, demos seguimento ao trabalho, com determinação e, hoje, já alcançamos mais de 700 membros. A nossa proposta é levar o sindicato aonde estiver funcionário público, e abrir as portas para que o servidor possa voltar a ter confiança nesta importante instituição de defesa e coordenação dos interesses econômicos e profissionais dos seus sindicalizados.
Jornal O Espaço – Então, esse é o primeiro ano do seu mandato?
Lazinho Barcelos – Sim! Assumimos o SINDIVERDE em 18 de março do ano passado, quando tínhamos apenas um advogado, que fazia os atendimentos de forma virtual, em meio período; o presidente, o secretário, o tesoureiro e uma secretária, que também prestavam serviço em meio expediente. Hoje, estamos com expediente normal, durante todo o dia; temos três advogados, uma secretária formada em direito, gestão pública e estudante de psicologia; o doutor Mário, que é nosso vice, é formado na área ambiental. Em resumo, estamos com dez trabalhadores na sede, inclusive, o contador que é contratado para nos atender com exclusividade, tudo isso, para fazermos uma administração competente, e com a devida transparência, para que o sindicalizado saiba onde e como está sendo aplicado o um por cento, de sua contribuição.
Jornal O Espaço – Qual é o balanço que você faz desse primeiro ano de gestão?
Lazinho Barcelos – Olha! Quando assumimos, o sindicato estava com onze mil reais em caixa; três meses de salário do advogado, do contador, da secretária e do responsável pelas mídias sociais, em atraso; tivemos que refazer toda a fiação do sistema elétrico, para fazer os computadores funcionarem, e ainda, adquirimos vários móveis e equipamentos; construímos nos fundos, uma benfeitoria com cento e oito metros quadrados, para ser utilizada pelos servidores; na verdade, praticamente, reconstruímos a sede; pagamos impostos que estavam atrasados; e, temos dinheiro em caixa. A nossa folha de pagamento atual, com dez funcionários, incluindo os advogados, é de vinte e seis mil reais. Fazendo um paralelo, pegamos uma folha de quatro funcionários, no valor de vinte e quatro mil e quinhentos reais. A mágica de tudo isso é que estamos aplicando o dinheiro do servidor apenas neles mesmos...
Jornal O Espaço – Ao longo de quase toda a existência, o sindicato não teve sede. Quando você assumiu, já havia obras em andamento ou não?
Lazinho Barcelos – A sede foi trazida para esse local, dois dias antes das eleições. Já pegamos ela, construída, porém, não estamos gostamos dela, que está instalada aqui no Bairro Interlagos, com trezentos e sessenta metros quadrados. Já estamos pleiteando no Bairro Gameleira, uma área de dez mil metros quadrados para a construção de uma nova sede, junto a um Clube para os sindicalizados. Este Sindicato é de utilidade pública, desde quando fui vereador, em 1994; já temos toda a documentação pronta, também a maquete está pronta e queremos um Clube com pelo menos áreas para a prática de esportes, academia, salão de festas, piscinas, saunas e muito mais. Hoje, eu digo que se não conseguirmos construir essa sede, que deverá ser construída a cerca de quinhentos metros da nova Prefeitura, deixaremos mais de um milhão e seiscentos mil em caixa. Esse é o nosso projeto e compromisso para com os servidores.
Jornal O Espaço – Como está a relação do Sindicato com o Prefeito Paulo do Vale?
Lazinho Barcelos – Creio que confrontos, sempre vão existir, inclusive, por isso, estamos bem aparelhados com advogados especializados nas áreas afins, assim, não temos receio em dizer que não estamos aqui para agradar prefeito ou vereadores. Estamos aqui para trabalhar a agradar os servidores públicos. Inclusive, já nos reunimos com todos os departamentos do município, com o objetivo de estreitarmos relacionamentos e avisando, que já temos um plano de cargos e salários em estudo. Este Sindicato nunca foi pelego, e nunca será, mas também não temos intenção de bater panelas, arrastar caixão, e por aí vai... hoje, noventa e oito por cento dos servidores têm curso superior, duas ou três faculdades e mestrado. Então, não é difícil administrar para um povo bem instruído.
Jornal O Espaço – Você acha que o servidor público de Rio Verde ganha bem ou está com salário defasado?
Lazinho Barcelos – [Risos] Veja bem! Eu não conheço salários de outros municípios, mas, posso dizer que de cada cem servidor, aproximadamente noventa tem mais de um empréstimo consignado, inclusive, na educação, que é bem remunerada. Mas minha opinião é de que o servidor rio-verdense sempre foi muito mal pago. O nosso Prefeito tem valorizado o servidor em vários outros aspectos, inclusive, incentivando o acesso a cursos de formação e preparo; nosso Sindicato tem convênios com empresas que oferecem cursos de formação e capacitação. Agora, com o plano de cargos e salários que estamos estudando, com certeza, vamos conseguir mudar essa realidade.
Jornal O Espaço – Qual é a data base de atualização salarial dos servidores?
Lazinho Barcelos – Não temos porque o Prefeito sempre anuncia o aumento com antecedência. Nós estamos sendo muito prejudicados com isso. Para a educação, o aumento foi de 15%, mais do que estava previsto. , enquanto para o restante, foi de 6%. No próximo ano estaremos mais preparados para atuar nessa questão. Hoje, estamos trocando informações com outros sindicatos, como o de Anápolis, por exemplo, e ainda, podemos receber orientações dos próprios servidores que têm formação na área.
Jornal O Espaço – E como está a campanha para buscar novos filiados?
Lazinho Barcelos – Com a implantação do Sindicato Itinerário, vamos estar presentes nas secretarias e órgãos do governo, para discutir pessoalmente nossos planos e objetivos. Nas escolas, vamos nos instalar em uma classe ou auditório, onde, nos intervalos, todos poderão conhecer os benefícios que estamos disponibilizando para eles. Vamos levar representantes dos planos de saúde, dentístico, seguro familiar, médicos, advogados e outros, para darem as devidas explicações sobre a segurança e a importância de cada benefício, isso, para que todos possam saber e compreender nossa forma de trabalhar. Fazendo isso, creio que a confiança vai voltar e uma grande parte vai aderir ao nosso Sindicato. Esperamos contar com a filiação de algo em torno de sessenta por cento dos servidores.
Outra coisa que eu gostaria de salientar, é que muitos acham que fazer parte de sindicato é obrigatoriamente se declarar Petista; ou que é petista. Não tem nada a ver, os sindicatos são importantes instituições de defesa e coordenação dos interesses econômicos e profissionais dos seus sindicalizados. Apenas isso... o nosso Sindicato é neutro politicamente.






