RIO VERDE 177 ANOS
Cidade das abóboras, terra boa que por demais, no coração de Goiás, és
rainha entre os quintais.
Cidade que pulsa entre o novo e o antigo, que acolhe quem chega, que abraça
o amigo.
Nasceste pequena, de passos serenos, hoje és imensa, de sonhos terrenos.
Da enxada à máquina, do grão ao saber, és força que move, és jeito de viver.
No campo que brilha ao sol do sertão, brota alimento, suor e paixão.
És potência, és orgulho goiano, exemplo de um Brasil soberano.
Tens rodeios, festas, tradição, fogão a lenha, viola e paixão.
No som da sanfona e da oração, bate forte teu coração.
Metrópole da produção, com teus butecos da boa pinga.
Onde ainda existe o fuxico da radio pião, de mentiras e verdades da boa ginga.
Cidade de mil começos, onde o tempo aprende a andar.
És um espelho acolhedor, lugar que ensina a ficar.
És Rio Verde de Goiás, encanto de suas terras mais.
Quem vem das bandas de lá daqui não quer sair jamais.
Manoel Francisco







