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2022-10-07 11:27:00

Manoel Francisco lança seu primeiro livro

Em entrevista exclusiva ao Jornal O Espaço, o rio-verdense Manoel Francisco Pereira, apresentador de televisão e âncora do Programa Dedo de Prosa, comentarista, analista político e escritor, fala do lançamento de seu livro: Atalhos, que já está à venda e ao alcance dos amantes da literatura

Jornal O Espaço – Quando e como teve início a ideia de se tornar um escritor e lançar esse seu primeiro livro? 
Manoel Francisco – O escritor e poeta que existe dentro de nós nasce de uma forma bastante espontânea e natural. Como tantos outros, comecei escrevendo simplesmente para registrar algumas ideias e pensamentos, que posteriormente, decidi enviar para alguns concursos de poesias até mesmo em nível nacional. Eu me afeiçoei a essa prática, e assim, eu escrevia e enviava o material para concorrer com outros tantos escritores amadores de todo o País. Em 1996 eu tive a felicidade de ter sido premiado no Quarto Prêmio Escriba de Poesias, de   Piracicaba, São Paulo. De lá, para cá venho participando em níveis estadual e federal; para jornais, também já escrevi não apenas poesias, mas também artigos e crônicas. De fato, sempre escrevendo, mas sem publicar nenhuma obra.
Agora, o dom da poesia já nasce com você. Não existe um curso específico para isso, apesar de que você pode aprimorar a arte de escrever.
Uma das maiores poetisas que o Brasil conhece, que inclusive, é a goiana Cora Coralina, foi descoberta depois da terceira idade, e nunca passou por uma universidade

O Espaço – É algo como outros dons artísticos, que vem nas “veias”? 
Manoel Francisco – Sim! Da mesma forma que existe em outras áreas da arte. Eu mencionei aqui, Cora Coralina, mas também existem centenas de músicos e pintores autodidatas, entre outros, que se formam ao longo da vida, sem ter passado por uma universidade, simplesmente, se exercitando constantemente, assim, o artista também vai se aprimorando.
O Espaço – Você sempre escreveu e agora lança sua primeira obra. Passa pela sua cabeça sobreviver do retorno financeiro da vida de escritor? 
Manoel Francisco – Isso, não! É claro que é possível sobreviver com o lucro da escrita, no Brasil, mas, somente os escritores mais consagrados conseguirão. Eu, escrevo, primeiramente, para a satisfação do meu “eu”, depois, para dividir a minha poesia com pessoas que como eu, também ama poesia, tanto, que escrevo há anos e somente agora lanço meu primeiro livro.

O Espaço – Comenta-se muito que os e-books e os jornais digitais serão os substitutos dos exemplares físicos através da internet. Você crê nisso? 
Manoel Francisco – Não acredito de forma alguma. Recentemente, tivermos a bienal do livro, em Quirinópolis; temos a bienal anual, em São Paulo, onde as pessoas vão em massa e veem os vários lançamentos em todas as áreas da arte; o jornal escrito também não acabou.

O Espaço – Sobre o seu livro, quantas páginas ele tem? As suas poesias são apenas românticas ou tem também mensagens políticas e ideológicas? 
Manoel Francisco – Olha! A minha poesia fala de amor, fala da vida, e tem mensagens, sim. Atalhos! Como é feita a vida? A vida é feita de estradas, caminhos, trieiros e atalhos.

O Espaço – Por que esse título: Atalhos? 
Manoel Francisco – Na verdade, todo ser humano, para chegar a um objetivo, ele procura atalhos. Lembra do caminho da roça, quando você procura pegar um trieiro, que é um atalho, para se chegar mais rápido? Esse é um exemplo claro para nós do interior; trata-se dos atalhos da vida, o que facilita nossa caminhada ao longo da vida. O livro não somente traz poesias de amor, do sentimento, do dia a dia e da vida, mas também poesias de cunho social.

O Espaço – O que você pode dizer agora, para quem adquirir o livro? 
Manoel Francisco – O livro começa com a minha apresentação, contando a história da minha vida pessoal; da vida do Manoel Francisco como pessoa e poeta. Depois, entra na vida social em comunidade, e termina falando do fim da vida, que é o “fim do ato”, inclusive, o último poema é intitulado Fim do Ato. É essa a sequência cronológica do livro. Na verdade, o livro é um romance histórico poético. Afirmo que o leitor vai gozar de uma leitura suave, leve e prazerosa.

O Espaço – Já está marcada a data de lançamento do livro? 
Manoel Francisco – Ainda não está marcada, mas será, provavelmente, em janeiro ou fevereiro. Por quê? Porque temos a seguinte estratégia: primeiro, apresentar o livro para a imprensa e para o pessoal crítico de arte, depois, vender exemplares do livro, para somente depois disso, realizar a noite de autógrafo, no próximo ano.

O Espaço – Com essa obra, em mãos, qual é o sentimento que aflora? 
Manoel Francisco – Claro que é uma emoção muito grande, comparada ao nascimento de um filho. Não poderia ser muito diferente, já que ambos os casos se tratam de algo planejado e aguardado.

O Espaço – Você gostaria de dizer algo mais? 
Manoel Francisco – Eu gostaria de aproveitar para lembrar e agradecer a Fundação Municipal da Cultura de Rio Verde, na pessoa do seu diretor, Isaac Pires, também escritor, e que está me dando todo o apoio necessário para a realização desse sonho.