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2019-11-16 08:00:00

PAULO DO VALE REVOLUCIONA O TRANSPORTE PÚBLICO DE RIO VERDE

“O Governo Paulo do Vale já está implantando um sistema de integração multimodal – integração entre vários meios de transporte –, onde o taxista poderá parar e pegar um passageiro que pode desejar terminar sua viagem de táxi; o mototaxista também vai ter o seu espaço, para fazer sua parada e pegar ou deixar seus passageiros. Além desses pontos centrais, vão ter também, terminais, nos pontos finais, nos bairros, todos, com coberturas, para garantir a segurança do usuário do sistema.
Os terminais centrais vão ter 12 metros de comprimento; o projeto é totalmente moderno; será feito de estrutura metálica, coberto por ACM, onde vai ter também, painéis elétricos, de led, onde vão passar as informações das rotas de coletivos e os horários.” Disse Talita Caetano, gerente de engenharia e sinalização da Agência Municipal de Trânsito – AMT.

Em entrevista exclusiva ao Jornal O Espaço, Talita Caetano de Morais, gerente de engenharia e sinalização da Agência Municipal de Trânsito – AMT, de Rio Verde, fala sobre as mudanças realizadas nas vias públicas e a redução de acidentes no trânsito


O Espaço – Durante a gestão da senhora, muitas alterações foram feitas no trânsito da cidade. Depois de muitas reclamações, a população já compreendeu e aceitou as mudanças?
Talita Caetano –
No início houveram muitas reclamações, principalmente, porque toda mudança na rotina das pessoas causa transtornos e desconforto. Somente no último ano, a cidade recebeu cerca de 13 mil pessoas, além disso, a frota de veículos aumenta cerca de 8% ao ano, por isso, as alterações no trânsito foram necessárias.
Algumas das mudanças que fizemos, como na avenida Presidente Vargas, proibindo as conversões às esquerdas e obrigando os motoristas a darem uma volta no quarteirão às direitas, para atravessar a avenida, possibilitando mais fluidez no trânsito, foram muito importantes. Elas foram muito positivas, porque gerou mais segurança, tanto para o motorista, quanto para o pedestre, que agora ganha tempo para atravessar a avenida. As pessoas já estão acostumadas e muitos já aplaudem as mudanças, já que o tempo permitiu melhor compreensão.

O Espaço – Como a senhora pode comprovar as melhorias trazidas pelas mudanças?
Talita Caetano –
Trabalhamos com estatísticas e com o banco de dados da polícia militar, além de estarmos tentando vincular os resultados com os números da saúde, com relação aos atendimentos de vítimas no trânsito. Assim, constatamos a diminuição de sessenta por cento no número de vítimas de acidentes de trânsito, entre julho de 2017 e setembro de 2019.

O Espaço – Temos observado e acompanhado algumas reclamações, sobre o tumulto em horário de pico, na Rua Rui Barbosa, ao lado da praça 5 de agosto. Já foi feito algum estudo para melhor o fluxo, naquela região?
Talita Caetano –
Naquela região, estamos executando um trabalho de observação, para rever a programação semafórica de alguns locais, inclusive, na Rua Rafael Nascimento, parte mais alta da praça 5 de agosto. Para corrigir essa situação, colocamos um semáforo na Rua Henrique Itiberê, no cruzamento com o Barrinha, para permitir que o corredor tenha prioridade e preferência no cruzamento da cidade, no sentido leste/oeste. Ali, vamos fazer um ajuste semafórico; estamos fazendo um monitoramento por drone, assim, fazemos a contagem e ajustamos os tempos dos semáforos. Por enquanto, em momentos de “picos”, ainda se gasta um tempo considerado grande, principalmente, por causa do grande aumento da frota no último ano.
Nesse aspecto, um outro ponto que podemos destacar é na rotatória do Cristo, próximo da Estação Rodoviária, onde, no horário de “pico”, das 17:30 às 19:30 horas e, com esse aumento de veículos, colocamos um semáforo de controle, mas, pelo menos por enquanto, infelizmente, ainda existe muito desrespeito, e é fundamental que os motoristas respeitem esse semáforo, para permitir a fluidez na rotatória

O Espaço – No caso da rua Major Oscar Campos, que voltou a ser mão dupla. O que justifica a mudança naquele local?
Talita Caetano –
Essa rua é muito larga; tem 12 metros de largura e permite o escoamento dos veículos da região central, porque os motoristas vão ter outras opções de rotas. O fato, é que ela agora se transformou em um corredor nos dois sentidos, além de permitir que as pessoas possam atravessar a cidade, indo no sentido ao Shopping Buriti, assim, a grande justificativa é que ela distribui o trânsito na região.
Alguns ajustes ainda precisam ser feitos. Construímos lá, um canteiro central e estamos aguardando material para fazer a pintura no local, o que vai dar uma visão estética melhor. Outra informação importante, é que um dos pontos que estamos fazendo controle via drone, é no encontro da rua Henrique Itiberê com a Major Oscar Campos, para ajustar o tempo dos semáforos.

O Espaço – Esses estudos também servem de orientação com relação ao melhor desempenho das linhas de ônibus?
Talita Caetano –
O plano de mobilidade urbana, que foi iniciado em 2017, estuda todos os meios de transporte e deslocamentos existentes na cidade, então não apenas os ônibus, como também os mototaxistas, os pedestres, os ciclistas.
Sobre o transporte coletivo, foi feito um levantamento e um diagnóstico de toda a infraestrutura existente para o transporte coletivo, de toda a rede, e propomos ao Prefeito, melhorias. Para efetivar essas melhorias, estamos trabalhando com dois eixos principais: os ônibus vão sair da avenida Presidente Vargas e vão para às vias paralelas, que são as ruas Costa Gomes e a Augusta Bastos. Essas ruas vão funcionar como dois corredores troncais do transporte coletivo, e ao longo dessas duas ruas, estão sendo construídos terminais de integração. Para isso, foi desenvolvido um plano arquitetônico, aqui, dentro da engenharia da AMT, onde vamos trabalhar com uma cobertura. Esse terminal vai ter 12 metros de comprimento; o projeto é totalmente moderno; será feito de estrutura metálica, coberto por ACM, onde vai ter também, painéis elétricos, de led, onde vão passar as informações das rotas de coletivos e os horários.
Esses 12 metros de construção serão avançados dentro da via, permitindo que o ônibus, simplesmente, encoste ao meio-fio, e faça simultaneamente o embarque e desembarque de passageiros.
Nesse mesmo espaço, vamos fazer funcionar o sistema de integração multimodal – integração entre vários meios de transporte –, onde o taxista poderá parar e pegar um passageiro que pode desejar terminar sua viagem de táxi; o mototaxista também vai ter o seu espaço, para fazer sua parada e pegar ou deixar seus passageiros. Além desses pontos centrais, vão ter também, terminais, nos pontos finais, nos bairros. Então, a pessoa que precisa ir para o centro da cidade e mora distante de um ponto final em um bairro, ela vai poder pegar sua bicicleta, por exemplo, ir para o terminal; deixar sua bicicleta no terminal; e vir para o centro da cidade. Como isso, estamos tentando unir todos os meios de transporte na cidade.
Vamos tentar melhorar a frequência e implantar novas rotas, pois temos uma equipe destinada a estudar somente os problemas do transporte coletivo, que busca também, melhorar as condições dos veículos e ainda a integração com os passageiros, pois vamos colocar um cartão e catracas eletrônicas.

O Espaço – Com relação aos espaços das ruas que a senhora se referiu, observa-se que a rua Costa Gomes tem locais bastante estreitos, quando atravessa o Parque Bandeirantes e Vila Maria. Qual será o itinerário dos ônibus, nessa rua?
Talita Caetano –
Sim! Mas, como ela tem duas faixas livres para os veículos trafegarem, quando o ônibus estiver parado nos terminais, a outra faixa estará livre, além do mais, o embarque e desembarque vai ser rápido, não vai afetar consideravelmente.

O Espaço – Com essas mudanças, todos os terminais terão coberturas, para proteger os passageiros?
Talita Caetano –
Sim! Além dos terminais, também, todos os abrigos da cidade, que são aqueles de cor verde, estão sendo reformados, além de que, outros novos estão sendo adquiridos. Os mais modernos, estarão ao longo das ruas Costa Gomes e Augusta Bastos, nos demais pontos, ficarão os abrigos verdes, já tradicionais, aqui.

O Espaço – Neste projeto, já está incluído os estudos para bilhete único para algumas regiões?
Talita Caetano –
A equipe está trabalhando sim, a bilhetagem eletrônica através da catraca, dentro dos veículos, o atendimento dos idosos e a integração, somente via cartão, nesse caso, não será mais necessário comprar aquele bilhetinho para o transporte público.
Isso tudo representa um grande avanço para o transporte público da cidade, principalmente, porque em alguns casos trata-se de cultura, e por isso, talvez o serviço de mototáxi está mais presente na cabeça das pessoas, e por isso, deixam de usar o serviço coletivo de ônibus.

O Espaço – Tem mais alguma coisa que a senhora gostaria de dizer?
Talita Caetano –
Apenas que toda mudança é feita de acordo com estudos realizados. Fazemos muitas experiências, porém, somente a parte de engenharia não melhora tudo, é preciso que também haja do lado do usuário, educação e respeito às leis do trânsito e à sinalização, para termo sucesso.


Transcrição:
Divino Ramo
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