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Rio Verde tem o menor índices de crimes dos últimos anos
Sáb, 01 de Junho de 2019 07:59
As forças de segurança, agora, têm um núcleo de análise e inteligência integrada, que é composto por um integrante de cada uma das forças. Todos os dias eles sentam, discutem os crimes que estão sendo praticados na cidade, diagnosticam onde é o foco desses crimes, quais são os bairros, horários e meios de execução, para que as forças de segurança possam fazer seus trabalhos, com cada vez mais qualidade. É fazer mais com menos, ou seja, não é simplesmente um policial entrar em uma viatura sem conhecer o que vai enfrentar. Então, o policial tem que sair sabendo que a incidência está em determinado lugar, em determinados horários com tais armas.
Em entrevista exclusiva ao Jornal O Espaço, o doutor Danilo Fabiano Carvalho e Oliveira, delegado da 8ª Delegacia Regional de Polícia Civil em Rio Verde, fala sobre o trabalho desempenhado pelas forças de segurança no Município

“Não se faz segurança pública apenas com a polícia nas ruas e muito menos com prisões. Segurança pública se faz com um todo. As questões sociais devem ser resolvidas também, para que esses adolescentes tenham educação, emprego, moradia, pais preparados, presença da família. Depois disso, se ele pratica crimes, aí vem as políticas públicas de recuperação desse menor, com punição adequada. Hoje, temos penas brandas, que não intimida ninguém; também precisaríamos melhorar os presídios, que devidos as condições, não reeducam”

    O Espaço – O índice de crimes de homicídio continua regredindo em Rio Verde. Como a polícia tem conseguido essa façanha?
    Danilo Fabiano –
As forças de segurança pública de Rio Verde, que inclui a Polícia Civil, a Polícia Técnico Científica, a Polícia Militar, o Corpo de Bombeiros, a Guarda Municipal, o Poder Judiciário, que é de suma importância, principalmente, porque todos os nossos inquéritos são enviados para lá, onde a legislação tem sido aplicada e as devidas penas são impostas, e, o Ministério Público. As ações em conjunto fizeram com que os índices de criminalidade em 2019, diminuíssem consideravelmente, com relação ao mesmo período de 2018.
   Posso aqui, citar um exemplo que preocupa muito a população, que o roubo a transeunte. Do dia primeiro de janeiro até 28 de maio de 2018, cerca de 1.200 roubos a transeuntes. Neste ano, no mesmo período, tivemos 655 roubos registrados, o que representa redução de 47 por cento.
    Este número de crimes em 2019, ainda é alto; precisamos continuar combatendo o número desse tipo de crime, também. Portanto, é um foco para as forças de segurança trabalhar.
     Quando lembrando dos roubos a transeuntes, lembramos dos menores, que são uma das nossas grandes preocupações, haja visto que aqui em Rio Verde não temos locais para internação desses menores, portanto, esse menor infrator recebe a medida sócio educativa, mas, é levado para fora do Município, quando encontra vaga, o que é um grande problema.
  Detectamos também, que a maioria desses menores têm envolvimento com dependência química, que os leva na maioria das vezes a essas práticas delituosas. Essa é outra preocupação, tanto, que temos trabalhado também na prevenção, através do Programa Ser Livre, que visa levar conhecimentos para esses jovens, para que eles possam compreender e evitarem de serem envolvidos no mundo das drogas. Então, isso tudo contribui para essa diminuição de crimes.
     As forças de segurança, agora, têm um núcleo de análise e inteligência integrada, que é composto por um integrante de cada uma das forças. Todos os dias eles sentam, discutem os crimes que estão sendo praticados na cidade, diagnosticam onde é o foco desses crimes, quais são os bairros, horários e meios de execução, para que as forças de segurança possam fazer seus trabalhos, com cada vez mais qualidade. É fazer mais com menos, ou seja, não é simplesmente um policial entrar em uma viatura sem conhecer o que vai enfrentar. Então, o policial tem que sair sabendo que a incidência está em determinado lugar, em determinados horários com tais armas.
    Esse modo de trabalho começou em janeiro e é também uma das consequências da redução.

    O Espaço – E as operações que a polícia tem desencadeado em alguns dias da semana, de surpresa. Elas têm dado resultados positivos?
   Danilo Fabiano –
Temos operações de presença, para que a sociedade possa perceber mais a presença da polícia; outras operações são em locais onde se têm focos de incidências de determinados crimes, muitas vezes, de pessoas armadas, praticando homicídios.
   Por exemplo, neste ano já tivemos 14 homicídios, desses, muitos deles foram praticados em bares, por pessoas que tiveram desavenças e estavam armados. Então, o núcleo de análises informa quais são esses bairros e bares, para que as polícias possam fazer um trabalho de presença; um trabalho preventivo. Tanto, que neste ano já foram apreendidas mais de 80 armas.
    Com esse trabalho, estamos conseguindo esses resultados: a maior redução de homicídios nos últimos 10 anos; ano passado, nesse período, estávamos com 20 homicídios.
    Segundo informação da Secretaria de Segurança Pública, Rio Verde, entre as 6 maiores cidades, foi a que teve maior redução de crimes. Isso, graças a esse trabalho e precisamos lembrar da presença dos grupos de investigações, que chegam a resolver boa parte dos crimes em curto espaço de tempo. Para exemplificar, dos 13 crimes de homicídios praticados neste ano, 10 já estão com inquéritos concluídos e encaminhados ao judiciário, todos, com autoria definida e com pessoas presas.
      Com relação aos roubos a comércio, também houve redução de 64 por cento.

    O Espaço – Percebe-se que a presença das forças de segurança de Rio Verde deu mais tranquilidade para os cidadãos de frequentarem as praças da cidade, como é o caso da praça do Residencial Dona Gercina...
     Danilo Fabiano –
O poder público tem que ocupar esses locais para dar ao cidadão de bem, segurança e tranquilidade para frequentá-los, e divertir com sua família e, isso, a Guarda Municipal tem proporcionado. Para se ter uma ideia, todos os dias a Guarda traz para a Delegacia, indivíduos que estavam usando drogas nas praças, o que é desagradável para pessoas de bem, que estão ali, com seus filhos.
     Gostaria de aqui, passar a informação que solicitamos a criação de mais 3 delegacias para Rio Verde: a Delegacia de Proteção à criança e o adolescente; a Delegacia de Proteção ao Idoso; e, a Delegacia de Proteção ao Deficiente Físico, já que todas essas classes de pessoas, têm sofrido com o desrespeito, agressões e crimes, cada dia mais. Essas delegacias poderão ser implantadas até o final do ano, com a vinda de novos delegados.

     O Espaço – A sociedade tem a visão de que o menor, quando comete crimes, não é penalizado no Brasil. Qual é a sua opinião a esse respeito?
     Danilo Fabiano –
Me perguntam muito se sou favorável a redução da menoridade penal, de 18 para 16 anos. Costumo responder que, primeiramente, gostaria de ver a lei que hoje tutela e pune o menor, que é o Estatuto, sendo aplicado na sua integralidade, para depois definir, porém, em raras exceções, isso acontece; na maioria massacrante das vezes, nada acontece, por falta de local de internação.
     A verdade é que o menor tem punição. É claro que eu não concordo com algumas, como é o caso da internação de no máximo 3 anos, quando o menor pratica o homicídio. Inclusive, na maioria das vezes, quando o menor comete crime de homicídio, ele fica internado, no máximo 6 meses. É claro que precisamos melhorar nossas leis, mas, acredito que o grande problema de hoje, é a falta de locais para que essas medidas educativas possam ser efetivadas, para que o que está no ECA possa ser aplicada integralmente.

     O Espaço – O senhor acredita que o governo não tem dado a devida atenção ao combate e uso de drogas?
     Danilo Fabiano –
Eh! Não se faz segurança pública apenas com a polícia nas ruas e muito menos com prisões. Segurança pública se faz com um todo. As questões sociais devem ser resolvidas também, para que esses adolescentes tenham educação, emprego, moradia, pais preparados, presença da família. Depois disso, se ele pratica crimes, aí vem as políticas públicas de recuperação desse menor, com punição adequada. Hoje, temos penas brandas, que não intimida ninguém; também precisaríamos melhorar os presídios, que devidos as condições, não reeducam.

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