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MDB terá candidatura própria para o governo de Goiás
Ter, 06 de Julho de 2021 16:40
Em entrevista exclusiva ao Jornal O Espaço, Manoel Gaúcho Feitosa Sobrinho, conhecido como Manoel Cearense, que é empresário e vice-presidente do diretório do MDB de Rio Verde, fala sobre o crescimento do partido em Rio Verde e no Estado de Goiás, e ainda, das candidaturas do partido
O Espaço – O senhor sempre atuou em Rio Verde, como o empresário que é, e ainda no meio político. Agora, está na liderança do MDB de Rio Vede. A que se deve sua ascensão a esse cargo?
Manoel Cearense – Olha! Em Rio Verde eu nunca tive cargos políticos, mas sempre estive ao lado de amigos e pessoas próximas que são políticas e que sabem como fazer política, principalmente aquela política da boa convivência; a política para aglutinar; a política para somar e ajudar uns e outros...
O meu ídolo político foi Maguito Vilela, o homem mais pacífico e que mais unia as pessoas, que eu conheci. Sempre militei próximo de Walderes de Souza Oliveira, o Dezinho, que também era um grande político, um excelente articulador político e que também unia as pessoas. Também, trabalho com Isaac Antônio de Moraes Portilho, um político nato, com muita experiência, que tem me dado muita sustentação através de um diálogo frequente, me direcionando sempre para o tipo de política que procura beneficiar a todos. Hoje, me tornei muito próximo do nosso líder maior, Daniel Vilela, que reúne muitas características do pai, Maguito Vilela. O resultado de tudo, é que tomei o Daniel como professor, o Isaac Portilho como minha coluna sustentável e, o restante, que são todos os meus companheiros, homens independentes, como apoiadores, que acabaram me erguendo até a posição que ocupo hoje, dentro do MDB. Preciso dizer que sou militante nato do MDB e que todas as decisões que tomo, são decididas com a participação de todos os membros.

O Espaço – Na última eleição, o MDB foi muito bem, elegendo dois vereadores e disputando quase em pé de igualdade com o Prefeito Paulo do Vale. Como o partido chegou ao nome de Osvaldo Fonseca Júnior?
Manoel Cearense – Sem vaidade alguma vou dizer que o Osvaldo Fonseca foi uma descoberta minha e resultado de um trabalho meu. Provavelmente, nem mesmo o próprio Osvaldo conhecesse o potencial político dele. Convenci meus companheiros que precisávamos de alguém com o perfil do Osvaldo, pois ele tem coragem, é preparado, vem de família política, inclusive, emedebista; falam-se muito do pai dele, que também foi aliado do MDB; seu tio avô, o senhor Nestor Fonseca, é uma reserva moral e política do partido.
Agora, não foi fácil! Peguei um partido que foi chacota para todos; alguns faziam piadas de mal gosto; diziam que o partido iria acabar... o partido estava acabado, mas eu tinha e tenho confiança em mim, e sabia que os companheiros iriam fazer a parte deles, para o crescimento da sigla. O MDB tinha três vereadores, mas apenas como filiados, e não faziam nada pelo partido; tínhamos uma comissão provisória que foi totalmente exonerada, de tão maligna que era para a sigla. Mas, eu enxerguei, busquei e montei a chapa com todos os candidatos; todos eles foram filiados pela direção atual do partido. Então, se o partido não tinha candidato a vereador, é porque estava acabado; se o partido não tinha candidato a prefeito, é porque estava acabado. Hoje, o partido tem candidato a deputado estadual, federal e vamos fazer o possível para colocar um suplente de senador por Rio Verde, porque o MDB é o único partido que está pronto até 2024.
Na verdade, perdemos as eleições, mas ganhamos já política; ganhamos a política, porque hoje temos uma liderança política, que antes das eleições, não érea liderança.

O Espaço – Alguns acham que o Osvaldo deveria ser candidato a deputado. Pelo que o senhor disse, o partido não tem interesse nisso. Ele apenas vai ficar reservado para as próximas eleições?
Manoel Cearense – Sim! É nossa mentalidade desde quando assumi o partido. Não queremos trampolim, como houve no passado, até mesmo dentro do MDB; o Osvaldo vai ser candidato de novo, a prefeito de Rio Verde. Já temos dois pré-candidatos a deputado, que são a Marussa Boldrin e Heuler Cruvinel. O Osvaldo já é o nosso próximo pré-candidato a prefeito. 

O Espaço – Rio Verde terá outros pré-candidatos a deputado. O senhor acha que será possível eleger dois federais ou todos perderão?
Manoel Cearense – Veja bem... o outro candidato, que é o presidente da Alego, que não trouxe uma emenda sequer, para Rio Verde. Ouvimos há poucos dias, o secretário do Prefeito falar que dos três deputados estaduais, ele é o que menos trouxe para Rio Verde; são os aliados dele é que estão dizendo isso, e eu também, realmente, não vejo nada de relevante que ele tenha trazido para o Município. Assim, na hierarquia do Estado, ele está em terceiro lugar, após o Governador e do Presidente do Tribunal; se com esse cargo ele não conseguiu nada, como deputado federal também não vai fazer nada por Rio Verde, por isso, estamos resgatando o Heuler, que já trouxe emendas para cá e trabalhou por nossa cidade. Se não falarmos, o povo não vai ficar sabendo; o Heuler trouxe emendas para o Hospital do Câncer, para o Córrego Barrinha, para o Hospital Evangélico, para o Clube Dona Gercina, para a área de esporte e desenvolvimento urbano

O Espaço – Na questão de deputado estadual, por que chegou-se ao nome da Marussa Boldrin, sendo que a Lúcia Batista quer ser candidata?
Manoel Cearense – A vereadora Lúcia Batista nunca falou para nós que deseja ser candidata; agora, a Marussa Boldrin colocou o nome dela à disposição do partido e vem trabalhando para que isso aconteça... inclusive, todos os membros da diretoria a vê com bons olhos... a vereadora Lúcia, muito respeitada pelo partido, talvez seja a melhor parlamentar da história da Câmara de Rio Verde, por algum motivo deve pretender continuar trabalhando aqui.

O Espaço – Na questão estadual, houve um conflito com o deputado Paulo César Martins, já que o senhor e outros colegas foram indicados a membros do diretória estadual. Por que está havendo esse desentendimento entre Daniel Vilela e Paulo César Martins?
Manoel Cearense – Acho que esse desentendimento pode ser porque hoje, o MDB está grande. Há pouco tempo o discurso era que o partido iria acabar. Até reconheço que se o Daniel não tivesse tido a coragem que teve, rasgando o mandato de deputado federal e, diga-se de passagem, de presidente da CCJ em um único mandato, sendo também, vice-presidente nacional do MDB, se dispondo em 2018, ir para o suicídio para salvar o partido, se candidatando ao governo de Goiás, o partido poderia ter acabado e não se falava mais em MDB. Depois disso tudo, hoje, aparece o Paulo César querendo ser presidente, isso mostra que é briga por causa de espaço político, porém, é um espaço que devemos muito ao Daniel e, os cinco delegados de Rio Verde votam em Daniel, principalmente, porque ele foi o único político que salvou o MDB em Goiás.

O Espaço – O que o senhor poderá fazer pelo partido, sendo presidente do MDB de Rio Verde e membro do diretório estadual?
Manoel Cearense – O que vou fazer para o crescimento do partido, é continuar ao lado de Daniel e lutando por candidatura própria, pois partido sem candidatura própria não cresce. Infelizmente, o MDB nacional apequenou-se por não ter candidato à presidência.

O Espaço – Existe comentários de que o Daniel está aproximando do Caiado e vai desistir de candidatura. Isso é verdade?
Manoel Cearense – Olha! Posso dizer que o MDB tem candidato próprio e a grande maioria das lideranças do partido querem candidatura própria. Eu, particularmente sou favorável à candidatura própria. Afirmo que ele nunca falou em momento algum para mim, que quer apoiar o Governador, e digo mais, o Daniel, filho de quem é, da estirpe que pertence, democrata que é, vai colocar em pauta para a diretoria decidir, assim, tenho certeza que ninguém vai querer aliança com Ronaldo Caiado. Por isso creio que isso não vai acontecer, porque Daniel respeita a decisão da maioria.

O Espaço – Quem deverá ser o candidato a governador de Goiás, o Mendanha ou o Daniel? Como está essa conversa?
Manoel Cearense – Essa semana, o MDB de Rio Verde jantou com Daniel Vilela, com o Gustavo. Quero te dizer que estamos numa grande harmonia e o que for candidato terá o respaldo do outro. Agora, eu sou Vilelista de Carteirinha.
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