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Quando o projeto pessoal fala mais alto do que o coletivo
Dom, 16 de Junho de 2019 07:57
Presidente da Assembleia, Lissauer Vieira, tenta rivalizar com o prefeito Paulo do Vale, na indicação de cargos da máquina estadual na região. Mas a quem interessa essa briga?
   Rio Verde vive um momento único em sua história política desde a redemocratização de nosso país.
    A cidade passa por uma fase próspera, com muitas obras sendo executadas, contas equilibradas e projetos antigos saindo do papel.
  O prefeito goza de muita popularidade e não tem oposição significativa na Câmara dos Vereadores.
   Na Assembleia Legislativa de Goiás, Rio Verde é representada por 03 deputados da cidade, sendo um o presidente da casa.
Desavisados podem achar que o momento não poderia ser melhor. Contudo, esse excesso de boas notícias esconde uma disputa política que, a longo prazo, pode custar muito caro à capital do Sudoeste Goiano.
    Lissauer Vieira e Paulo do Vale disputaram as eleições de 2016, onde o atual prefeito venceu com 21% de frente. E, pela forma com que se porta, a derrota ainda não foi assimilada pelo deputado. Aliado do ex-governador Marconi Perillo, sempre se colocou entre o prefeito e o Executivo do estado. Um exemplo dessa rixa foi a disputa pelo estádio Mozart Veloso em 2017/2018: a prefeitura fez um pedido para a gestão do estádio, que foi acertada com o governo, mas antes de ser homologado, o repasse foi barrado pelo ex-governador a pedido do deputado. A entrega só aconteceu na gestão de Caiado.
   Hoje, presidente da Assembleia, o deputado se diz independente, mas faz uso da cadeira e disputa com o prefeito as possíveis indicações de cargos estaduais na região de Rio Verde. A briga tem causado desgaste com o governador e deixado vagos importantes  cargos para a região, como o caso do Vapt-Vupt.
   Paulo do Vale prefere não polemizar o caso e diz que seguirá trabalhando pela cidade, ao contrário do deputado que começa a perder suas disputas com o Executivo e sofre, toda semana, denúncias em sua gestão: excesso de cargos comissionados, aumento com contratos de carros alugados, uso da Assembleia para promoção da própria imagem e, talvez o maior abacaxi de sua gestão, a briga pelo duodécimo com a secretária de Economia do estado, Cristiane Schmidt. Ele tem dito aos seus companheiros que usará o dinheiro para a construção da nova sede da Assembleia, que chama de “o marco de sua gestão”. Mas essa sede do deputado tem contaminado os trabalhos na casa e a imagem do mesmo. Muitos deputados estaduais começam a interpretar sua movimentação midiática como uma pré-campanha para a já anunciada disposição em tentar uma vaga de deputado federal em 2022.
   A opinião pública também começa a questionar as ações do deputado, que teve uma baixa votação na cidade, garantindo sua reeleição somente nos instantes finais da apuração e contando com votos de diversas pequenas cidades. O adiamento, sem data definida, para colocar em votação as contas de Marconi na Alego também colocou em xeque sua conduta de independente.
    Em Rio Verde, uma pergunta começa a ser recorrente entre a população: o que Rio Verde ganha com isso?
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