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Karlos Cabral é um dos deputados mais influentes de Goiás
Seg, 15 de Abril de 2019 20:17
“Saímos vitoriosos no processo de escolha do presidente e, do meu ponto de vista, estou muito melhor, porque pela primeira vez na história da Assembleia, um deputado se torna membro das duas principais comissões, isso no terceiro mandato, o que me dá muito mais respeito e maior presença na Assembleia.” Deputado Karlos Cabral.
    O Espaço – Neste terceiro mandato o senhor é da base do governador. Como atuar nessa condição?
    Karlos Cabral –
De fato, estamos governando numa situação atípica. O governador Ronaldo Caiado recebeu o Estado em condições difíceis e que são comprováveis através dos extratos mostrados na Assembleia.
    Eu sou presidente da Comissão de Tributação e Finanças da Assembleia. Só no último mês nos levamos duas vezes, a secretária de Economia do Estado, Cristiane Schmidt ao plenário e nessas duas oportunidades ela mostrou a real situação do Estado.
   Goiás está sem condições de cumprir financeiramente seus compromissos e, quero dizer que somente a folha dos servidores tem consumido grande parte dos recursos, tanto, que ainda não foi pago o mês de dezembro (2018); além disso, as demais exigências estão sendo cobradas todos os dias pela população: além da folha de dezembro, tem as questões de saúde pública e as estradas, entre outras. Atualmente, o nosso grande desafio é compor um orçamento de acordo com a Lei de Diretrizes Orçamentárias – LDO, que possa contemplar essa realidade, pois orçamento está diminuindo e as despesas são crescentes.
    O Governo tem feito um grande esforço; na Assembleia também temos feito o mesmo esforço para tentarmos ajudar na superação da crise, mesmo porque já estamos visualizando as dificuldades que serão enfrentadas nos próximos meses e anos, principalmente, por causa da PEC que foi aprovada recentemente, sobre o teto dos gastos, para conseguirmos fechar essa conta. Isso vai ser muito difícil e exigir um esforço sobre-humano, mesmo porque a nossa sociedade, os problemas e as demandas públicas não param de crescer.
   Tenho certeza de que precisaremos encontrar formas alternativas e criativas para conseguirmos dar um passo e superar essa crise nesse momento difícil, e acredito que isso é possível.

    O Espaço – Entre a população goiana, há os que compreendem essa situação e outros que estão imaginando que o Governador não está dando conta do recado. Qual é a sua análise?
     Karlos Cabral –
Olha! Dar conta do recado com muito dinheiro é fácil. Agora, não ter dinheiro e precisar se reinventar formas de gerir para dar conta da situação não é fácil; é muito difícil.
    O Estado não tem dinheiro, é sabido que o hospital de referência para crianças, em Goiânia, o Materno Infantil estava fechando as portas no terceiro dia da administração do Governador, porque não tinha medicamento. A imprensa noticiou isso, crianças internadas em cadeiras, porque não tinha leito, não tinha vagas e nem medicamentos e, muito menos dinheiro na conta do Estado para atender essa necessidade.
   Na minha visão, não é falta de capacidade do Governador, mas sim, falta de capacidade financeira do Estado, que não conseguiu alongar dívidas com o governo federal, não conseguiu empréstimos até o momento e não tem capacidade financeira para administrar essas dificuldades, o que inclusive, é uma situação nacional. O Estado de Goiás passa de fato por sérias dificuldades financeiras e só poderemos resolver isso com muita criatividade, muito arroxo e alternativas que passarão por parcerias público privadas, com economia, com o enxugamento da máquina e outras ações que o governo está buscando. Mas tudo isso vai levar tempo.

    O Espaço – O senhor começou articulando com o presidente da Assembleia, para ser o presidente da Comissão de Constituição e Justiça, e acabou ficando na Comissão de Tributação e Finanças. Qual é a diferença e por que houve a mudança?
    Karlos Cabral –
A verdade é que algumas vezes nós projetamos uma ação e o resultado dela é muito melhor do que o esperado. Nosso grande desejo no processo de mudança na Assembleia era dar mais autonomia e credibilidade ao processo legislativo da Assembleia. Conseguimos isso quando elegemos toda uma chapa muito autônoma, inclusive, da própria vontade do Governo, que foi encabeçada pelo deputado Lissauer Viera. Naquele projeto, uma das construções que queríamos, inclusive, eu, particularmente, era ser o presidente da CCJ, que é de fato a comissão mais importante da Assembleia, do ponto de vista da relação com os deputados. Acabou que na construção do processo, eu me tornei vice-presidente da CCJ e presidente da Comissão de Finanças, que do ponto de vista da relação com o Governo, é a mais importante, porque todo o orçamento de governo passa na Comissão de Finanças. Toda estruturação financeira do Estado; a Lei de Diretrizes Orçamentárias, as emendas orçamentárias, a lei orçamentária anual e o plano plurianual passa por essa comissão, ou seja, o “coração do governo” passa nas minhas mãos, e também as principais matérias dos deputados, que passam pela CCJ, também passa por mim. Então, aquilo que foi projetado inicialmente, saiu melhor no andamento.
    Saímos vitoriosos no processo de escolha do presidente e, do meu ponto de vista estou muito melhor, porque pela primeira vez na história da Assembleia, um deputado se torna membro das duas principais comissões, isso no terceiro mandato, o que me dá muito mais respeito e presença maior na Assembleia.

     O Espaço – Na opinião de muita gente, a transferência simbólica da Capital para Rio Verde no período da Tecnoshow, não trouxe nada de concreto para a cidade. Qual é a sua opinião neste caso?
    Karlos Cabral –
Na verdade a transferência simbólica é o que pesou. O que se quis nesse caso foi dar importância que a Tecnoshow tem para Rio Verde, para Goiás e para o agronegócio, que vem sustentando a balança comercial do Estado e do Brasil.
O que aconteceu de fato, aqui, foi uma homenagem ao agronegócio e a região como um todo. Não foi uma transferência para se trazer um benefício ou inaugurar obras. Eu entendo essas críticas, mas, o que quisemos fazer foi dar esse destaque, chamando a atenção de Goiás e do Brasil para esse foco.
     A festa fechou no encerramento, com um saldo de 3,4 bilhões de reais em negócios, o que é muito representativo em um momento de economia nacional em crise.

    O Espaço – Na sessão da Assembleia realizada na Tecnoshow foram entregues títulos de cidadania. O que isso representou?
   Karlos Cabral –
Nesses casos, aproveitamos a oportunidade para reconhecer a importância de algumas pessoas daqui da cidade, que fazem parte do agronegócio e fazem a diferença na região.

   O Espaço – É inegável que o senhor cresceu muito dentro da Assembleia e a imprensa goiana tem dado muitos destaques ao seu trabalho, enquanto outros deputados permanecessem apagados. Qual é a justificativa para isso?
   Karlos Cabral –
Primeiramente, isso se deve a solidez e a continuidade do nosso trabalho. Desde que cheguei à Assembleia tenho trabalhado e construído bases para que o nosso trabalho ao longo do tempo viesse apresentar resultados, de forma séria, com transparência, ética, firmeza e coerência.
   Hoje, Karlos Cabral é reconhecido em todo o Estado como um deputado firme e de posições claras em todos os setores da sociedade. Isso nos permitiu um grande crescimento neste terceiro mandato e os resultados podem ser observados com mais intensidade, principalmente, em Rio Verde, em razão da nossa atuação.

    O Espaço – O processo de sucessão 2020 já começou. O senhor tem intensão de mudar de partido, de se candidatar ou deixou esses projetos para depois?
     Karlos Cabral –
Primeiramente, gostaria de dizer que estou muito bem acomodado no partido que estou; sou integrante da direção nacional e estadual. Tomei uma decisão acertada quando mudei para ele, inclusive, estamos ajudando a construir chapas com vereadores e prefeitos em vários municípios.
    Estamos trabalhando para a candidatura de Ciro Gomes a presidente; em Rio Verde, estamos organizando o lançamento de candidaturas a vereadores; a sucessão municipal em Rio Verde é uma coisa que ainda vai ser discutida, porque proveem de decisões coletivas. Por isso, não está nos meu planos nenhuma candidatura, em razão de todos esses projetos, que são mais importantes?

   O Espaço – Não podemos deixar de dizer que o senhor sempre gostou da educação. O que o senhor tem feito para resolver as questões relacionadas ao professorado de Goiás?
   Karlos Cabral –
Desde o primeiro momento eu estive presente em reuniões que discutiam sobre o não pagamento do mês de dezembro, pelo Governador. Também acompanhei as lutas dos professores em vários outros momentos, participado de reuniões da na secretaria de educação, tenho conversado com a secretária de economia, tenho buscado as melhores formas de dialogar e encontrar os melhores resultados possíveis, e ultimamente, quando se caminha para o fim das paralisações, possivelmente, nesta semana... Temos ajudado no possível para que o governo faça esses pagamentos, porém, estamos dependendo do governo federal, para que ele abra uma linha de crédito para regularizarmos a situação.
    Tenho ouvido a secretária de economia dizer que se esse empréstimo por parte do governo federal não acontecer, Goiás não terá condições de pagar nem mesmo o parcelamento.
    O Governo está pensando em medidas de endurecimento fiscal, o que não é muito favorável para a população. O Governo precisa tomar uma iniciativa e, se necessário for, precisamos endurecer o diálogo com o Governo Federal, para que seja viabilizada uma maneira de fazermos esse pagamento. Não é justo que um pai de família que trabalha, fique sem receber seu pagamento.
    Por outro lado, pode ser que o governo do Estado ão está gastando dinheiro com obras ou algo relevante para a sociedade; o problema é que não está tendo mesmo dinheiro em caixa.

    O Espaço – O senhor tem algumas ações e projetos que gostaria de anunciar aqui?
    Karlos Cabral –
Sim! Temos alegria em apresentar para os rio-verdenses algumas obras que foram frutos da nossa atuação, como as reformas em escola da cidade, no caso, o Colégio Olynto Pereira de Castro, no Bairro Morada do Sol; obras no Colégio Quintiliano Leão Neto, no Jardim São Tomaz, para onde também conseguimos 130 carteiras novas; no Colégio Ismael Martins Vieira, no Setor Pauzanes estamos concluindo as obras da quadra esportiva e vamos tentar fazer mudanças na estrutura da escola, também.
    Durante a Tecnoshow, fizemos uma agenda extremamente favorável à Rio Verde, que foi a discussão do uso da água do Rioverdinho, para o abastecimento urbano de Rio Verde, inclusive, a secretária de Meio Ambiente atendeu pessoalmente, aqui, vários produtores rurais que têm problemas de outorga, entre outros; estamos empenhados em ajudar a Associação de Advogados do Bem, no processo de construção de uma nova  maternidade, no espaço da Maternidade Augusta Bastos, que está muito ruim, apesar do serviço que ela presta.
   O que quero deixar de mensagem final, é dizer ao povo rio-verdense, que podem continuar confiando no nosso mandato, porque a dedicação que temos com o nosso município é e será sempre, integral, buscando o desenvolvimento e bem-estar da população.

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